A casa também envelhece com quem mora nela

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Conheci o arquiteto e urbanista Ciro Férrer em uma live sobre GeroArquitetura, onde ele falou como nasceu a sua vivência neste campo: foi cuidador da sua avó por cinco anos. Aquela experiência transformou a sua visão de ver a arquitetura não apenas como técnica, mas principalmente como uma missão humana. Eu senti uma empatia com a sua história porque é bem semelhante com a minha. Cuidei e acompanhei meus pais em época de maior fragilidade por cerca de vinte anos. E também como ele, percebi que a arquitetura deve ser uma ferramenta de resgate. De que o projetar não deve ser apenas para o momento presente, mas para ser uma prevenção e garantia de que você, nosso cliente, continue sendo o protagonista da sua própria vida, com a dignidade que merece e sem depender excessivamente de filhos, familiares ou amigos. Fui me aprofundar mais sobre a prática e a teoria de Ciro Férrer e isso me fez pensar em algo que observo há muitos anos na prática profissional. Costumamos imaginar o envelhecimen...

Resoluções de Fim de Ano

Muitos anos eu fiz lista de resoluções do que eu pretendia fazer no ano novo. Na  maioria das vezes elas iam diretamente para o esquecimento e se perdiam entre aquelas boas intenções de sempre. Mas no passar dos anos algumas eu consegui realizar. E algumas delas vou compartilhar com vocês. Foram decisões que mantive e que hoje fazem parte de minha vida.

  • DIRIGIR : Coisa tão comum para tanta gente, para mim era um suplicio. Fiquei dez anos (!) com a minha carteira de motorista dentro da bolsa. Cheguei a ganhar um carro de meu pai e cadê coragem ? Eu me dava todas as desculpas, a mais comum era que gostava mais de andar a pé. Ao fim de algum tempo fui me dando conta que todos os meus medos tinham que ser vencidos em função da necessidade. Comprei um carrinho pequeno, encarei aulas de auto escola, venci minha auto critica e meu perfeccionismo que não deixavam a perspectiva de errar. Tremi perna, subi na calçada, chorei mas fui em frente. Não foi fácil, mas venci. Ainda gosto mais de andar a pé, mas se tiver que encarar uma estrada, eu vou firme. Nesse caso o que me ajudou foi a necessidade.
  • ALIMENTAÇAO SAUDÁVEL : Eu passei uma adolescência de ioio. Engordava, emagrecia. Descarregava na comida minhas ansiedades. Não bebia água, bebia refrigerante. Com montes de gelo. Passar da etapa de pensar com mente gorda para pensar com mente magra foi uma transição que credito ao custo beneficio. Ou seja, quando me dei conta (cabeça e mente) que estar magra me era mais prazeroso que comer um prato de batatas fritas, ficou bem mais fácil optar. E quando decidi não tomar mais refris, fui elaborando meu paladar. Passei pela etapa da água com bolinha, depois fui para o chimarrão e hoje curto muito uma água pura. Nessa caso o que me ajudou foi o poder da escolha.


  • EXERCICIOS: Eu sempre fui uma pessoa de hábitos mais intelectuais. Nunca fui moleca de rua, nunca gostei de aula de educação fisica. E passei por todas as aulas de academia possiveis. Fiz jazz, alongamento, mas nunca me achava em nenhum. Pagava e acabava não indo. Até que encontrei o Pilates. E vi que exercicios podem ser fonte de prazer quando se usa corpo e mente para encontrar equilibrio, força e concentração. E já fazem quatro anos que mantenho esse saudável hábito. E nesse caso o que me ajudou foi fazer algo que me dá prazer.



Tenho mais uma montanha de resoluções me esperando. Para elas tenho que achar o ponto certo que vai fazer com que saiam do papel e virem rotina em minha vida.

Comentários

  1. Ler esse post me dá um chacoalhão das coisas que eu fico postergando.
    e uma deles é esta:

    Eu também tenho carta de motorista e não dirijo.

    Beijos

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  2. Pois é, eu passei dez anos postergando algo que se não foi fácil, também não foi assim tão difícil como eu fantasiava.

    Sucesso !
    Beijos

    ResponderExcluir

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