Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

Imagem
Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Urbanismo participativo

O arquiteto John Thompson está no BRasil para falar sobre urbanismo participativo ou como as comunidades podem ser incluídas na cidade do futuro, no 54th IFHP World Congress 2010 Porto Alegre. Seu escritório é pioneiro em em projetos de regeneração urbana e na busca da participação dos moradores no projeto de seu ambiente.

Ele também é presidente da
Academia de Urbanismo, criada em 2006 para estimular as melhores práticas no planejamento de cidades na Grã-Bretanha e na Irlanda.
Fonte
 Primeiro passo de seu processo é Entender as necessidades reais dos moradores
Thompson – Para começar, a vizinhança deve ser mobilizada, o que significa dizer que vamos até as residências explicar aos moradores o que fazemos, por quê fazemos e como isso pode fazer diferença nas suas vidas. Assim, eles são mais propensos a se envolver em nossas oficinas participativas. Durante esses workshops, pedimos que as pessoas nos digam seus problemas. Depois, perguntamos sobre seus sonhos, como elas gostariam de viver e do que realmente precisam. A maior parte das pessoas têm sonhos modestos, elas ficam felizes com pequenas mudanças que melhoram o dia a dia de suas famílias. Ninguém nunca pede uma piscina olímpica.

Fonte 
Segundo passo - Engajamento entre moradores e técnicos
Em seguida, os levamos para trabalhar com especialistas – arquitetos, paisagistas e experts na área econômica. Colocamos todos cara a cara com as pessoas que realmente transformam cidades. Essa é uma experiência de fortalecimento da comunidade local e de humildade para os especialistas. 

Terceiro passo : Criação da solução
Os planos que eles fazem não são mais desenhos abstratos em um escritório. Cada linha desenhada significa um futuro melhor para as pessoas sentadas em frente a eles.

Fonte

Entrevista completa no site abaixo


Porto Alegre foi escolhida como sede do Congresso da IFHP por ter um histórico de participações populares desde a implantação do orçamento participativo (Olivio Dutra - PT -89/93).  

Comentários

  1. engraçado né!tínhamos, perdemos porque não cuidamos e agora estamos tentando recuperar. Estamos fazendo igual ao sapo que vc disse, tentando sobreviver em meio ao caos que está se formando, na natureza, no conceito humano, educação, costumes etc...
    Bom dia.

    ResponderExcluir
  2. Eu particularmente acho um arquiteto um gênio. Parabéns pela brilhante profissão.

    ResponderExcluir
  3. Bem colocado. A participação das pessoas em projetos que lhe envolvem, seja do ponto de vista particular ou mais geral, deveria ser a premissa básica, questão até de bom senso. Mas parece que precisamos importar alguém de fora, para nos falar de coisas que já sabíamos por aqui...
    Abraços

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

DIREITO À PAISAGEM

Processo da Arquitetura

10 motivos para NÃO fazer arquitetura