Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

Imagem
Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Cliente e o que ele quer



A formação da satisfação passa por mecanismos de comparação entre as expectativas geradas e as encontradas efetivamente no produto. Mas por suas características peculiares, pode existir, para o produto habitação, um período longo entre o tempo de aquisição e a entrega do imóvel. Este tempo, que inclui vários períodos de interação com os clientes, pode ser aproveitado pelas empresas para esclarecer vários pontos de divergências do cliente em relação ao produto, através de meios de detectar o ponto de vista do futuro morador de maneira menos intuitiva. 
Os estudos qualitativos constituem-se em ferramentas de auxilio a empresa na obtenção de seus objetivos. E, principalmente, servir como retroalimentação aos potenciais tomadores de decisão sobre as características mais importantes que devam ser ressaltadas em um projeto de uma habitação, que tem como objetivo satisfazer as necessidades amplas dos futuros moradores. Contudo a orientação para o cliente deve ser complementada com a visão da empresa, para que o produto ofertado possa oferecer algo diferente em relação ao que o mercado oferece.


Um bom empreendimento pode não apenas ser o que apenas vende rápido, mas o que, oferecendo áreas com grande flexibilidade de mudanças, facilidade no atendimento às modificações e atributos que satisfaçam o cliente, de acordo com a sua percepção, possam ser comercializados de forma rápida e vantajosa para todas as equipes envolvidas no processo. 
Elenara Stein Leitão in Análise do Comportamento de Compra do Consumidor de Imóveis


Comentários

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

DIREITO À PAISAGEM

Processo da Arquitetura

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?