Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Baterias velhas de smartphones iluminam residências rurais

Iluminar habitações e zonas carentes é um grande desafio. A energia solar é uma solução, mas sempre esbarra em custos. E se houver uma solução que una economia e reaproveitamento de algo que é descartado?

Pois existe. Sabem como? Com as baterias de ion de lítio de smartphones velhos.

Os smartphones são praticamente objetos de uso indispensável em nossas modernas sociedades. E tem uma vida útil bastante curta, cerca de três anos, antes que fiquem obsoletos. Mas suas baterias tem uma capacidade maior: cinco anos. Foi pensando nesses dois anos de energia posta fora que pesquisadores desenvolveram um modelo de reaproveitamento para gerar luz para casas rurais que tornou o uso de geradores solares muito econômico.  
O protótipo do sistema consiste de um painel solar e lâmpada LED 12V ligado a uma bateria contendo três Samsung Galaxy Note 2 baterias.
CRÉDITO: Diouf / Kyung Hee University

Show de bola! Como funciona isso? O pesquisador Boucar Diouf, da Universidade Coreana de Kyung Hee junto com a sua equipe teve a ideia desse programa de reaproveitamento que além de ser mais barato, ainda gera empregos. 

Segundo o artigo que li, "uma bateria de celular padrão, que tem capacidade de 1.000 miliamperes-hora, pode alimentar uma lâmpada de LED de 1 watt durante cerca de três horas, ou uma lâmpada de 0,5 watt - brilhante o suficiente para que alguém leia ou escreva - por cerca de seis horas. Quando ligado a um pequeno painel solar, esse sistema pode durar cerca de três anos sem qualquer manutenção."

Ele é feito em cinco etapas:
  1. recolhimento das baterias usadas
  2. teste e seleção
  3. montagem do sistema
  4. comercialização e instalação. 
O objetivo é que comece a ser implantados projetos pilotos no ano que vem na Africa.

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