Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Walking City - fascinante video

 

Fiquei absolutamente fascinada acompanhando essa "caminhada" digital pelas visões utópicas da Arquitetura dos anos 60. Referências são mostradas com maestria em uma linguagem quase poética.
O Archigram, em cujas ideias se baseia a animação, foi um grupo de arquitetos  formado na Architectural Association School of Architecture, em Londres, que criou uma série de propostas que brincavam com a tecnologia exatamente para ironizar o seu uso exagerado. É bom recordar que nos anos sessenta a corrida espacial e as propostas tecnológicas eram o auge do sucesso e se imaginava um futuro de carros voadores e viagens interplanetárias para breve. Um dos conceitos, criado pelo arquiteto Ron Herron era o Walking City: "Edifícios inteligentes, que ironizam a ideia da “casa como máquina de viver”.

Linguagens novas de comunicação nem sempre são bem aproveitadas, ou o são à exaustão, trazendo um desnecessário foco na ferramenta, ao invés do conteúdo. Não é o que acontece aqui. As imagens são instigantes e a lenta caminhada de oito minutos se transforma em um exercício de adaptação ao ambiente.  

Parabéns aos idealizadores. Souberam traduzir hoje a ironia de gente que já propunha de maneira divertida a critica à massiva e monótona mecanização da época e propunham o uso da tecnologia como uma porta à criatividade.

universaleverything.com/projects/walking-city/


Walking City from Universal Everything on Vimeo.

Comentários

  1. Muito bacana!

    Elenara, você dá cada descolada...

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  2. Obrigada! Esse realmente foi um achado. E tem mais vídeos bacanas no site do pessoal que fez este daqui. Vale a pena dar uma olhada. Abraços

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