O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

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Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Oito espaços onde se abrir para o Divino - meditação

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Nesses nossos dias frenéticos a prática de estar consigo e conseguir criar é cada dia mais necessária. E difícil. Uma das maneiras de se limpar a mente é através da prática da meditação.  

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 A palavra meditação vem do latim meditare, que significa "voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior" e "voltar a atenção para dentro de si". Em sânscrito, é chamada dhyana e é obtida pelas técnicas de dharana (concentração). Na língua chinesa, dhyana tornou-se Ch'anna, termo que sofreu uma contração e tornou-se Ch'an (Zen, em japonês). Em páli, é jhana. Significa "concentrar intensamente o espírito em algo". Fonte

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Meditar está em geral associado à práticas orientais e à rituais. Mas nem sempre é preciso tanto aparato. Mas se pudermos ter locais especiais onde estar consigo mesmo seja facilitado, o ato da meditação pode adquirir um caráter bem mais prazeroso. Já escrevi sobre isso em Momento Zen e Recanto Zen.   

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Separei alguns exemplos de construções e espaços internos e externos feitos exatamente para essa prática. Eles primam pela simplicidade, o contato com a natureza e a oferta da possibilidade de estar em contato com o nosso interior, e consequentemente abrir essa porta ao Divino que nos habita. E quem não for religioso e não gostar de usar a palavra divino, use energia interna que se conecta com a energia externa e cósmica. É física. 

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Esse espaço não precisa ser luxuoso. Muitas vezes bastam toras de madeira que delimitam o espaço. Ou aproveitar um canto no jardim para que esse local não seja permeável à presenças e barulhos que não os da natureza.



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Local para sentar com algum conforto. Podem ser usadas almofadas ou mesmo futton. Ou ainda cadeira ou sofá confortável. Boa iluminação, de preferência natural. Cores claras também ajudam, mas não são indispensáveis.
Procure usar materiais que transmitam conforto, um bom tapete para que se possa praticar sentado no chão. Um barulho de água corrente também ajuda bastante. Pode usar fontes, se não houver uma corrente natural por perto.

Música ajuda bastante. Em locais mais distantes, pode-se usar o barulho da natureza. Em locais mais urbanos pode-se usar aparelhos que toquem sons propícios. 
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Em suma, não importa o tamanho do local, importa que ele transmita paz e que possa servir ao seu coração. Crie um local sagrado em sua casa para que sua vida tenha um recanto para se recompor.  


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