Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Centro de saúde alia tradição ao contemporâneo

O Centro Pictou Landing, localizado na Nova Escócia, Canadá, foi pensado a partir de conceitos de utilização de recursos energéticos sustentáveis.

Os Mi'kmaq são povos indígenas do Canadá e para a construção de um Centro de Saúde para eles, o Landing Pictou, foi estabelecida uma troca de informações entre arquitetos locais e os anciãos e outros integrantes da comunidade para levantar o que a Nação considera como determinantes para um centro desse tipo, condicionantes ambientais, espirituais e culturais. Tudo isso proporcionou uma experiência única sobre o projeto, que foi construído com uma equipe local da comunidade e atendendo a normas da Health Canadá. Ou seja, uma união do tradicional com o contemporâneo. 

Segundo o que li na internet, o projeto foi baseado em técnicas construtivas da comunidade, usadas em suas moradias, assim como em detalhes de canoas e sapatos de neve (essa é uma região fria).

Uma pesquisa histórica mostrou como desenvolver e utilizar o sistema estrutural de treliças de madeira de abeto redondas, que é típico da cultura Mi'kmaq para suas moradias. Esse estudo se valeu de maquetes e confirmação por testes de resistência. Foram utilizadas mão de obra da comunidade e árvores da vizinhança.


O projeto realçou pontos como iluminação e ventilaçao natural em todos os ambientes. Uma fonte subterrânea garante calor e arrefecimento para todo o prédio. As crianças da comunidade também ajudaram a fazer uma das paredes de gesso internas, feita com terra local e que ajuda a estabilizar os níveis de umidade no interior.  

Porque gostei desse projeto? 


Pelo conceito. 

Uma das regras basicas da Arquitetura é conhecer o que se projeta. 

Esse conhecer inclui entender a cultura, entender o como as técnicas construtivas se firmaram e foram utilizadas com maior ou menor êxito, entender que as pessoas que vão utilizar uma construção tem que fazer parte do projeto, seja de forma mais estreita, seja pela compreensão de seus usos e costumes. Uma construção como essa é local. E também universal porque seus conceitos, o que norteou o seu projeto e execução em termos de parceria e interação, deveriam ser bem entendidos por quem vai projetar algo semelhante em outros locais.  
 
Arquitetura :701 Architecture

Fotografia Richard Kroeker - PDI







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