Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Era uma casinha tão bonitinha...

Lá pelo Japão, em Tóquio, o escritório Unemori fez esse projeto de uma casa BEM pequena (16 m2 de chão!) para um casal e filho. Unidos por uma escada helicoidal, os quatro andares (9 metros) abrigam sala de jantar, quarto, cozinha, banheiro e terraço. Tudo enxuto e muito clean como a arquitetura de várias casas que já mostrei AQUI.

Estrutura em Steel Frame com grandes aberturas que conectam o interior e o exterior.

Tá bom, talvez o conceito de beleza seja diferente do nosso, mas essa casinha é toda coerente com o seu conceito e seu programa e seus espaços internos se revelam ricos e não expressam uma sensação de confinamento. E para mim, essa coerência resulta em beleza arquitetônica.








Fotos e imagens © Unemori Arquitetos
Fonte Contemporist


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