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Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Hibridismo cultural - com vinho, boa comida e companhia

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Hibridismo cultural é uma realidade que conhecemos bem em nossos dias. Nosso jeito de vestir, nossa arquitetura, nossos hábitos e linguagem refletem um mundo cada dia mais unido e globalizado. Era diferente nos tempos antigos? Nem tanto. Foi para saber mais a respeito que fui a um evento de gastronomia cultural no Studio Clio que falava sobre Hibridismo nas fronteiras da Cultura. O que seria isso?   Examinaremos acervos que revelam contatos culturais exóticos e fenômenos singulares da história da cultura: trácios, gregos, hindus, pagãos e cristãos, no comentário do prof. Dr. Francisco Marshall . Para começar o local é muito charmoso. Uma casa de esquina no bairro Cidade Baixa , com uma ciclovia bem na frente e uma rampa de acesso. Na entrada uma surpresa! Uma árvore com um ninho. E ninho habitado. Sim, naquela árvore que estão vendo ao lado da porta. Isso já revela bastante sobre quem passa por ali. São amigos dos animais.  E mais e mais detalhes se revel...

Sucesso é uma conquista - e não se mede por dinheiro

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Várias pessoas me escrevem indagando se vale a pena fazer Arquitetura, se é uma carreira que permita ganhos, se tem futuro. Juro para vocês que é uma resposta muito difícil. Primeiro porque não sei a real vocação de quem me pergunta. Segundo porque não sei qual a motivação de quem me pergunta. Não, Arquitetura não é uma carreira fácil. Como nenhuma é. Nada do que valha muito a pena na vida é muito fácil. A diferença é que quando a gente gosta do que faz, o difícil se torna desafio.  Assim quando recebi essa tirinha de um cliente, resolvi compartilhar aqui. Siga seu coração. Ele é sábio. E vou contar aqui uma história. No comecinho do século XX, existiu um rapaz aqui no Rio Grande do Sul que perseguiu um sonho. Ele era órfão de pai, já estava na Escola Militar, o que, na época, significava ter o futuro garantido. Mas...ele sonhava com os seus bichões. Ele queria ser paleontólogo em uma época em que ninguém sabia nem o que essa palavra significava. Dinossauros??? Largar a carreira...

Resgatando memórias da cidade- Gasômetro

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Essa semana estava conversando com um jornalista sobre a arquitetura do bairro onde tenho meu escritório e me dei conta que o meu olhar curioso sobre a cidade está meio adormecido. Passo todos os dias por prédios que acho interessantes, mas acabo por vê-los pela luz do cotidiano e me perco daquele antigo costume que tinha de sair fotografando a cidade. E eis que nessa busca pela memória, ao abrir um livro sobre a Arquitetura de Porto Alegre, achei essa foto tirada nos anos 70 da Usina do Gasômetro , um  dos prédios mais significativos de Porto Alegre. Naquela época a demolição do prédio já tinha sido abandonada e se pensava na sua recuperação para que se tornasse o que é hoje: um centro cultural vital para a cidade.   Foto by Elenara Stein Leitão As imagens mais amplas, se não se tivesse uma lente especifica, eram feitas assim, se tiravam várias fotos do mesmo ângulo que eram montadas a mão com durex. Método meio arcaico, mas que funcionava bem para os nossos in...

Gaúcho inventou o rádio

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Roberto Landell de Moura , um homem com uma mente brilhante que anteviu o futuro e inventou maravilhas que espantaram a sociedade onde vivia. Que não o entendeu. Segundo a Wikipédia , um jornal da época publicou no dia 16 de dezembro de 1900 uma reportagem onde dizia : quantas e que amargas decepções experimentou Padre Landell ao ver que o governo e a imprensa de seu país, em lugar de o alentarem com aplauso, incentivando-o a prosseguir na carreira triunfal, fez pouco ou nenhum caso de seus notáveis inventos . Foi chamado de louco ou feiticeiro por uma sociedade que não tinha alcance para suas ideias. E mesmo agora, 150 anos após o seu nascimento, ainda é conhecido por poucos.Enquanto Marconi teve todo apoio do governo italiano para sua invenção, aqui no Brasil "Landell não conseguiu financiamento privado ou governamental para continuar as suas pesquisas nem para construir equipamentos de rádio em escala industrial."(Wikipédia) É assim de que se constrói a Hist...

Matt Ridley: Quando as idéias fazem sexo

Na entrevista para o Freakonomics.com, Matt Ridley , que escreveu “The Rational Optimist: How Prosperity Evolves” (O otimista racional: como a prosperidade evolui) explana que a evolução da humanidade se deve a às simples troca de ideias e bens. “Por meio da troca, os seres humanos descobriram ‘a divisão de trabalho’, a especialização dos esforços e talentos para ganho mútuo”, escreve Ridley.Veja a entrevista AQUI No TEDGlobal 2010, o autor Matt Ridley mostra como, através da história, o motor do progresso humano tem sido o encontro e acasalamento de idéias para criar novas idéias. Não é importante quão inteligentes os indivíduos são, ele diz; o que realmente importa é quão esperto é o cérebro coletivo. Translated into Portuguese (Brazil) by Tulio Leao Reviewed by Belucio Haibara

A verdadeira origem de Brasília

Vocês já ouviram falar no Marechal José Pessoa ? Eu nunca tinha ouvido falar...