Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Palavras às pessoas que querem um projeto de um lar

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Refletindo com vocês sobre o significado e a importância de projetar uma casa. Para mim, este ato vai muito além de simples escolhas arquitetônicas e estéticas; é uma expressão profunda de quem somos e de como desejamos viver em comunidade e em harmonia com o mundo ao nosso redor.

Nossa casa deve ser um refúgio, um lugar onde nos sentimos seguros, protegidos e acolhidos. Este é o espaço onde podemos nos reconectar com nossa essência, longe das pressões e do caos do mundo exterior. Cada canto deve refletir a paz interior e o conforto que buscamos, quase como um santuário para recarregar nossas energias.

Mais do que abrigar indivíduos, uma casa deve ser um local que fomente a conexão e a comunidade. As áreas comuns, como a sala de estar e a cozinha, devem ser projetadas para incentivar encontros e trocas significativas. Estes espaços são onde as histórias são contadas, as risadas são compartilhadas, e os laços são fortalecidos. É ali que a mágica da convivência acontece.

Em nossa busca por um lar ideal, não podemos esquecer da inclusão e da acessibilidade. Uma casa deve ser um lugar onde todos se sintam bem-vindos, independentemente de suas capacidades físicas. O design deve ser pensado para atender à diversidade de corpos e necessidades, garantindo que todos possam se mover e usufruir do espaço de maneira igualitária e digna.

Cada casa deve contar a história de seus moradores. A estética não é apenas uma questão de beleza, mas uma expressão de nossa identidade e cultura. Elementos culturais e pessoais devem ser incorporados ao design, transformando a casa em um lugar que celebra nossa história e nossas raízes. Que cada detalhe, cada peça de decoração, conte um pouco sobre quem somos e de onde viemos.


Nossa relação com a casa também deve refletir nosso compromisso com a sustentabilidade e a natureza. Utilizar materiais ecológicos e soluções que minimizem o impacto ambiental é essencial. Além disso, devemos trazer a natureza para dentro de nossos lares, através de jardins, plantas internas e vistas naturais, lembrando-nos constantemente de nossa conexão com o planeta.

Por fim, não podemos esquecer dos espaços dedicados à criação e à reflexão. Seja uma área de estudo, um cantinho para leitura ou um espaço para atividades artísticas, é fundamental termos locais que nos inspirem a explorar nossas paixões e a nutrir nossa mente e espírito. Esses espaços devem ser serenos e inspiradores, permitindo-nos crescer e florescer.


Projetar uma casa é uma jornada de autoconhecimento e de expressão de nossos valores mais profundos. Que cada escolha que fazemos ao criar nossos lares reflita nosso desejo por um mundo mais acolhedor, inclusivo e sustentável. Que nossas casas sejam um testemunho de nossa dedicação ao bem-estar e ao florescimento de todos que cruzarem nossos caminhos.

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