Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Capela ecumênica para agradecer


Dos feriados americanos, o dia de Ação de Graças, é um que particularmente me toca. Acredito em gratidão, acredito que agradecer diariamente pelos milagres da Vida me traz uma harmonia com as energias do Universo. E isso independe da crença que se tenha. Por isso quando soube que existe uma praça dedicada ao agradecimento na cidade de Dallas, no Texas, achei bastante peculiar. E nela há uma capela ecumênica, projeto do arquiteto norte-americano  Philip Johnson, o primeiro ganhador do Prêmio Pritzker.

Um arquiteto que fez arranha-céus icônicos, também projetou essa delicada e simbólica capela em formato de espiral, uma forma que não apenas nos aproxima da matemática do universo, mas nos remete ao espiritual, como uma alegoria de comunhão humana com forças poderosas, que alguns chamam de Deus, outros de inteligência cósmica. O conceito da capela é inspirado na grande mesquita de Samarra, Iraque e na antiga espiral da vida. Pode-se ver mais imagens da capela AQUI 

No interior, uma impressionante espiral revela um grande vitral com 73 painéis de cores vibrantes, obra do francês Gabriel Loire, serve como ligação da nossa necessidade de compreensão dos mistérios da vida. 



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