Tempos de voltar para a gruta, primeiro aconchego e abrigo dos ancestrais. Nossas casas, mais que meros dormitórios e locais de passagem, voltaram a ocupar sua função primeva: proteção. Vivemos as casas de uma nova maneira a partir dessa segunda década do século XXI. E dentre os vários valores que discorremos nesse blog, elegemos como o primeiro valor o de aconchego.
Ação de aconchegar; amparo, proteção.
Expressão de carinho, de acolhimento; abraço.
Sensação de segurança; agasalho, abrigo.
É dos sentimentos que mais necessitamos em tempos em que nos sentimos ameaçados por perigos externos. Ou mesmo internos. Precisamos nos sentir acolhidos. Voltar ao ninho. E o mais inquietante é que passamos por tempos em que o próprio contato físico passa a ser temido ou evitado, em nome da saúde e segurança. Normal que nosso olhar sobre nossas casas também mude.
Alguns dos sinônimos de aconchego nos levaram a escolher exemplos de espaços que podem expressar essa necessidade.
Conforto
Necessidade de aninhar, de comodidade, de sentir bem estar. Não a toa a presença de muitos de nossos amigos peludos ou alados nos fizeram tanto bem nesse período. Cores com energia e que nos transmitem tranquilidade também nos ajudam nessa volta às cavernas.
Acolhimento físico
Os abraços físicos e os antigos locais de muitos encontros presenciais foram substituídos por tudo aquilo que nos lembre calor e agasalho. Acolhimento passa a ser uma palavra super importante em nossas necessidades no lar. As plantas também adquirem um papel de vida e cuidados importantes.
Amparo
Proteção, arrimo, apoio não são apenas palavras de uma retórica bonita. Elas representam necessidades muito específicas dos seres humanos que se tornam mais prementes em determinadas partes da vida. É quando buscamos referências do passado, de lembranças que nos marcaram, de objetos que nos recordam momentos felizes.
Ligação
Por fim, nossas ligações com o mundo passaram por uma junção de olhares pela janela, reuniões, lives virtuais e eventuais encontros em áreas comuns de prédios ou empresas. Por mais que as regras de distanciamento social se tornem mais brandas, o uso do espaço virtual se torna cada dia mais frequente. Visitamos o mundo de dentro de nossas cavernas. Nossos espaços de comunicação e trabalho virtual adquirem um caráter mais permanente.
E vocês?
Que mudanças de necessidades e valores sentiram em relação às suas casas?
Deixem nos comentários para que possa desenvolver também uma sugestão de espaços.
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