A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Interno I - escada como elemento formal destacado


A escada como elemento formal de ligação entre os dois andares desta reforma que o escritório do arquiteto italiano Alfredo Vanotti executou chama a atenção pela beleza e fluidez.

Feita em ferro e pintada em branco ela não apenas é ponto focal, como serve de divisória para os espaços de estar e cozinha.


O espaço amplo servia de escritório e agora abriga área social no térreo e dormitório com banheiro no piso superior. Tudo isso em um estilo enxuto e ao mesmo tempo aconchegante.

Coerente com a proposta do arquiteto de que a sua arquitetura deve falar por si mesma.


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