Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Um cubo com uma árvore viva no meio da sala

Uma sala para relaxar e meditar. Ou usar para receber pessoas. Ou para trabalhar. Ou ainda para vislumbrar a paisagem. O inusitado é que ela tem um cubo com uma árvore viva no centro. Juro que eu ia amar ter uma espécie de caverna da natureza no meio da minha sala só para me refugiar nos momentos de precisão. Vocês não? Projeto do escritório russo Ruetemple para um programa de TV, em Moscou.



Módulos que se transformam em mobiliário ficam recolhidos abaixo do cubo e ajudam a criar uma sala multifuncional, onde sobra espaço se necessário. Ou se cria uma agradável sala de estar se for preciso reunir pessoas.

A árvore e o interior do cubo recebem iluminação zenital e a estrutura para firma-lo vem de vigas metálicas na parte superior. Isso faz com que o cubo se mantenha acima do piso e cria uma atmosfera ainda mais magica. Obviamente ele não é acessível para todos. É preciso uma certa agilidade para subir a escada de dois degraus. 






Uma observação: não sei como resolveram a questão das raízes da árvore...se alguém souber, comente abaixo

Imagens do site do escritório

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