Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Casa familiar que conecta pessoas e natureza


Uma casa de aproximadamente 136 m2, que abriga três gerações de uma família, dentro de um projeto de moradias com materiais econômicos e de fácil manutenção, que ofereçam espaços verdes em bairros muito densificados, era o desafio do arquiteto Vo Trong Nghia e sua equipe na série "House for Trees", em Ho Chi Minh, no Vietnã.


A Binh House com suas diferenças de níveis, jardins entre os pavimentos, esquadrias deslizantes permite que tanto a ventilação como a iluminação possam ser as melhores para os habitantes. Ao mesmo tempo que origina espaços dinâmicos e ricos para que as famílias tenham sua área de privacidade, sem perder a interação entre os membros.  





Os ambientes se interconectam para a visão e a diferença de níveis ajuda na ventilação natural e faz com a casa sempre tenha um micro clima agradável em um clima tropical.

Justificando o nome do projeto das casas, as árvores nos jardins na cobertura ajudam a manter a temperatura interna da residência. E os espaços verdes podem abrigar inclusive hortas de subsistência para os habitantes. Famílias que podem morar unidas e resgatar seus sentimentos de pertencimento ao campo em pleno ambiente urbano. 


Fotos: Hiroyuki Oki

Fonte: Architizer


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