Pular para o conteúdo principal

Breve História da Arte Moderna - indicação de livro


Aprofundando os meus conhecimentos sobre arte, já iniciados com mais ênfase ao ler o guia de bolso, Breve História da Arte, tenho a oportunidade de ter um olhar mais aprimorado sobre o que se convencionou chamar de arte moderna, o fulgurante período que vai do final do século XIX aos nossos dias, no livro de Susie Hodge chamado de Breve História da Arte Moderna.

Sim eu sei que o termo moderno é usado pelos leigos para englobar todo o período, mas para sermos mais exatos - e o livro faz essa ressalva - arte moderna como termo seria a que vai do final do século XIX até a década de 70. De lá para cá chamamos de arte contemporânea.

É assombroso como ambas encerram produções ricamente criativas e com uma gama de movimentos extremamente ricas. Sempre acho difícil se ter uma visão mais isenta quando estamos muito perto do foco dos estudos. Talvez (e aqui falo como leiga) daqui uns séculos esse número expressivo possa ser reduzido de forma mais global, mas por enquanto vemos em torno de 40 momentos de estilos diversos em poucos anos de história da arte. 

O capítulo inicial sobre os movimentos nos dá um panorama como cada estilo se cristalizou, seus fatos mais relevantes e principais artistas. Vemos desfilar desde os inciais realismo e impressionismo até os mais recentes Arte Urbana, conceitual, performática e os YBAs (Young British Artists. E com isso permite que se tenha uma ideia mais clara sobre algumas manifestações que nos causam estranheza a principio. 

Nos tempos em que a fotografia trouxe um mundo perene mais real ao cotidiano, o olhar do artista pode alcançar outros meios de expressão para mostrar suas inquietações. Como dizia Andy Warhol: "Dizem que o tempo muda as coisas, mas na verdade é você quem tem que mudá-las". Com isso expressou a alma do artista de instigador de transformações.

Depois da exposição das abordagens que marcaram esses tempos, a autora nos leva para uma visita por 50 obras representativas deles, mostrando como cada artista, a seu tempo, rompeu com paradigmas, revelando não apenas novos olhares, mas novas técnicas, novas ferramentas e novos meios de representação. Alguns absolutamente chocantes, outros efêmeros, todos marcantes em originalidade. Afinal, se a arte não existe para causar desconforto e reflexões, ela não transforma. Opinião minha. Sujeita ao contraditório, obvio.



Do atelier do pintor de Gustave Coubert, que rompeu com algumas técnicas de pintura ao Todo amor eterno que tenho pelas abóboras de Yayoi Kusama, temos em torno de 160 anos. Parece bastante para nossas vidas, mas é muito pouco em termos históricos. Do óleo sobre tela, técnica tradicional, voamos para uma enorme instalação que usa madeira, espelho, plástico, acrílico e LED. 

Passamos por Klimt e seu retrato de Adele Bloch-Bauer, Picasso e a roda de bicicleta de Marcel Duchamp. Vemos a arte pungente de Frida Khalo e as latas de sopa de Warhol. Obras que usam os mais variados temas, objeto de estudo do terceiro capítulo onde vemos como a figura humana, socialização, religião e transformação são tratadas pelos artistas.

No capítulo final vemos como as técnicas, desde as tradicionais até as mais modernas são usadas pelos artistas para expressar suas inquietações e olhares com um mundo em constante transformação. Desde o desenho que acompanhou as mãos e mentes que criavam desde o início dos tempos até a fotografia e o videoarte.
É um livro gostoso de ler. Ele traz um roteiro de como aproveitar bem a leitura, mostrando como cada capítulo tem informações pontuais e importantes para a compreensão dos temas. E ressaltando que a leitura pode ser feita de forma independente. Não sei vocês, mas eu gosto de ler por partes. Vejo uma obra que me agrada ou instiga, leio sobre ela, depois sobre o movimento que o autor pertencia, as técnicas que usava. E por fim o tema para sintetizar. É como aprofundo melhor meus conhecimentos. 

E vocês como fazem?


Gostou? Compartilhe e nos siga também nas redes sociais 

Comentários

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Como utilizar cortinas na decoração

Hoje temos postagem de convidados. O Cesar Fernandes da Tibério Construtora
vai nos falar sobre como utilizar cortinas na decoração.


Cortinas são fundamentais para diversos ambientes do seu lar. Além de transmitir uma sensação de amplitude ajudam a controlar a entrada de luz. E ainda dão um up no visual de qualquer ambiente. A decoração com cortinas pode parecer óbvia, mas é uma das formas mais práticas de renovar um ambiente.
Tamanho Para causar uma sensação de amplitude invista nas cortinas que começam pelo menos 15 cm antes da borda da janela e vão até o chão. Na verdade o tamanho vai depender muito do ambiente. Há casos em que pode-se usar todo o vão da parede. A altura que ela fica do piso da sua casa pode ser de sua escolha mas como o objetivo é dar um ar de maior extensão para a parede, recomenda-se que fique junto ao piso. Leve em conta que há tecidos que podem encolher em lavagens. As vezes é melhor fazer um pouco maiores para que não fiquem pequenas na manutenção. 
CoresNão exis…

Gavetas e detalhes que fazem diferença na cozinha

Organizar. Sempre um desafio na hora de planejar móveis e espaços. E um dos locais onde mais precisamos de locais coringas para guardar coisas são nas nossas cozinhas. 
Haja gavetas, nichos, cantinhos que podem ser aproveitados para os mais diversos usos. Separei algumas ideias para inspiração Aproveitando rodapés: Muitos colegas tem optado por fazer os rodapés de armários de cozinha em alvenaria e revestir a frente com pedras ou cerâmicas. É uma solução pratica principalmente pela limpeza e umidade. Mas se sobrar espaço e a opção for usar rodapés, eles podem ser usados para guardar várias coisas. (Confesso que não sei se são o melhor local para guardar vinhos, mas quem sabe...)   Porta trecos e panos de prato: Eles são super práticos porque aproveitam espaços pequenos e estreitos e guardam aquelas coisas meio feias quando ficam à vista. Não recomendo guardar panos de prato úmidos. E esse porta facas abaixo, ao lado do fogão, é super prático!  
Outro exemplo de aproveitamento de canto par…

13 ideias para quem ama gatos

Há pouco passou uma sexta feira. Era 13. Gosto das sextas feiras. Gosto do 13. Gosto dos gatos. Gosto dos gatos pretos, esses que tanto foram perseguidos como companheiros de bruxas.

Gatos são da casa -repetem como mantra os que não conhecem os gatos. Os gatos são deles mesmos. E de quem os conquistar. Ou de quem eles resolverem amar. 

Amor de gato é diferente do amor de cão. E não menos dramático. Gatos não toleram atrasos. Não aceitam menos que a nossa entrega. De preferência sem muito chamego, a não ser na hora que desejam. 

Gatos são hedonistas por natureza. Existem para viver com languidez e serem acariciados. Mimados. Paparicados. Gatos são aristocratas. Mesmo que revirem latas de lixo. 

Desconfiem da humildade felina. Ao primeiro toque de boa vida, se tornam preguiçosamente orgulhosos.   
“Um gato vive um pouco nas poltronas, no cimento ao sol, no telhado sob a lua. Vive também sobre a mesa do escritório, e o salto preciso que ele dá para atingi-la é mais do que impulso para a cultu…

10 ideias de almofadas e afins para gateiros

Festas....fiquei aqui arquitetando postagens bem suaves e lindas para esses momentos. Hoje resolvi brindá-los com 10 adoráveis ideias para almofadas, pesos de porta, mobiles e outras utilidades para amantes de gatos.

Nós, os gateiros, somos uma população em ascensão no mundo. Esses seres peludos, cheios de personalidade e amor próprio nos arrebatam. Adoramos mimá-los. E eles adoram que a gente os mime....uma parceria perfeita

1- Petit Pois e gatos. Uma dupla perfeita. Ambos sempre elegantes e cheios de charme! 
2- Mobile. Adoro! Mesmo já crescida, acho que não precisam ser só adorno de quartos infantis (meu lado criança, fazer o que????). Esse aí de cima, por exemplo, achei um mimo. 
3- Quem não ia querer entrar nessa casa tão felinamente convidativa??? Quero um para a minha porta! 
4- Patchwork e gatos!!! Tudo a ver também. lembra borralho, fogo, casa da vó e tudo isso lembra aconchego. E nada mais aconchegante que a figura de um gato, pachorrento, deitado ao pé do fogo. (Gateiros enten…