Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Banco Raiz, uma escultura no mobiliário urbano

Uma belíssima escultura urbana serve de mobiliário sobre a grama de um parque em Seul. Ele é tão belo que parece ser obra da própria natureza.


É o "Root Bench" ou Banco Raiz que com seus 30 m de diâmetro projetados por algoritmos computacionais serve de marco visual, local para descanso ao mesmo tempo que cria uma conexão visual forte com o verde do parque. 

Sua estrutura é feita em metal sobre base de concreto com um revestimento em deck de madeira. 

Funcionalmente sua forma sinuosa contém mobiliários em três alturas diferentes: 
  • para criança (250 mm)
  • para adulto (450 mm)
  • mesa (75 mm)




Com área construída de 700 m, o banco raiz está situado em Ichon-dong, Yongsan-gu, Seul. 


Fotos: Kyungsub Shin, Dae Ganhou Lee, Kyung Mo Choi e Yong Ju Lee Arquitetura



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