Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Arquitetando 2019


Parece que cada recomeço de ano implica em novas resoluções. Como se o caminho que se trilhou pudesse ser "reiventado" e reescrito.

E pode!

Já disse o poeta que é dentro de cada um de nós que o Ano Novo se faz.

Das palavras que elejo para 2019, a principal é reinventar.

Um novo tempo de desafios se aproxima, com tempos talvez turbulentos, mas também cheios de aprendizado.

Aprendizados pessoais que o profissional que não crescer como pessoa acaba por se afastar do mais belo de sua profissão: a interação com o cliente e com os seres humanos que convivem consigo durante os momentos de trabalho.

Aprendizados profissionais que a Arquitetura como todas as outras profissões se reinventa a cada dia em ferramentas que facilitam o trabalho e a criação.

Foi-se o tempo em que bastava uma ideia na cabeça, uma prancheta, papel e lápis. 

Hoje se necessita de interação digital, de meios de comunicação muito rápidos, de máquinas potentes que acompanhem a velocidade da criatividade. E por vezes a impulsione.

Cursos, pesquisa e contatos se fazem cada vez mais necessários. Planejamento estratégico para que não se morra como dinossauro da carreira, brincando de artista solo em tempos de inteligência digital.

Outras técnicas para as pessoas que continuam as mesmas.

Aprender a convergir técnica e sensibilidade sempre será tarefa inata de todo arquiteto e por isso não se focar única e exclusivamente em temas profissionais é sempre urgente e necessário.

Linguagens mais ágeis também no blogue para que possa continuar levando informação de forma amigável, divertida e com conteúdo.

Novos caminhos embora na mesma estrada.

E que possamos dizer de nós em dezembro próximo: crescemos e aprendemos! Juntos!

Feliz Ano Novo.

Vamos faze-lo! 


Imagens: Pixabay

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