Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Refúgio arquitetado com sintonia com o entorno

Não sei vocês, mas eu ando louca de vontade de fugir do mundo. Nem precisava ser por muito tempo, mas com certeza ia gostar de ter um refúgio entre as árvores. Bem como este que achei aqui. Um pavilhão na Austrália com 85 m2. Projeto de Branch Studio Architecture.



O refúgio australiano é uma construção auxiliar em uma edificação maior, tendo quarto e banheiro. O uso de materiais naturais como ripas de madeira e grandes esquadrias criam um ambiente de sintonia com o entorno.
Como todo refúgio, os interiores procuram dialogar com o exterior de maneira harmônica e onde as pessoas possam usufruir tanto dos espaços privados como dos abertos com muita liberdade. 


Fotos : Peter Clarke

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