Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Interiores e restauro ousado e impressionante realçando tijolos

Segundo sua própria definição o estúdio CRÜ cria "uma arquitetura que é refletida, mas eficaz, sensível, mas ousada e tão acessível quanto impressionante".

Este conceito dos arquitetos de Barcelona fica claro no apartamento La Diana, localizado em um bairro antigo da cidade e que é uma mistura entre o restauro e a arquitetura de interiores contemporânea. 

Com 110 m2 a edificação reúne dois usos: comercial e residencial. Os materiais originais são reaproveitados e realçados, sendo o tijolo mostrado em sua essência. Um rasgo na laje interliga os espaços e traz um traço mais atual ao mesmo tempo que resgata a atmosfera cultural dos apartamentos da região.  


La Diana é o exercício visual, volumétrico e funcional de vincular entidades independentes e não relacionadas: um espaço comercial no piso térreo e um apartamento no primeiro andar. A estratégia arquitetônica foi baseada na perfuração da laje existente, criando uma lacuna suficientemente grande para ativar essa relação na seção, e onde a comunicação vertical é implantada através de uma escala de luz tangente à faixa existente. Como era um piso térreo, o problema da privacidade foi resolvido com o fechamento do acesso em relação à fachada existente, criando um pátio semi-externo como um filtro entre a rua e a casa. CRÜ
 Com o recuo da porta de entrada possibilitou-se a abertura para a luz interna que não apenas ilumina naturalmente os ambientes térreos, como permite a troca de ar.

No segundo pavimento temos a área íntima. Vemos que os materiais são realçados com a sua exposição criando uma linguagem que é ao mesmo tempo rústica e aconchegante.






Fotos: 
Adria Goulà

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