Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

Imagem
Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Ideias de Casa de campo para chamar de sua

Estou lendo um livro bem interessante de Nuccio Ordine chamado a Inutilidade do Inútil. E embora ele fale sobre conhecimento e arte, nada mais absolutamente inútil em uma sociedade capitalista que o nada fazer. Obviamente que o lazer acabou se transformando em uma indústria e longe de ficarmos contemplando as nuvens, acabamos muitas vezes entrando em uma atividade frenética nos momentos de folga: seja consumindo em centros de compras, seja viajando para locais da moda. Ou simplesmente tendo um luxo em uma sociedade em que muitos não tem teto para morar: tendo uma segunda (ou terceira casa). No campo. (Já falei sobre várias delas AQUI) 
 De uma casa de campo o que queremos nós? Falando por mim, quero espaços onde possa viver momentos de liberdade. Sem muitos armários onde acumular coisas que não preciso. Quero simplicidade.  
 Amplas varandas e/ou janelas de onde possa curtir uma bela natureza. Dependendo de onde se localize o meu campo, se mais frio ou mais tropical, vou definir os materiais e as formas. Painéis de vidro que deixem o sol entrar e esquentar o interior. Ou amplos avarandados que me protejam do calor.
 Sei que quero um local onde sentar e contemplar. Estar no campo me exige uma sintonia com a natureza. Me basta sentar e mirar.
 A casa pode - deve - ser simples. E rodeada de verdes. E uma convidativa rede deve estar em um lugar estratégico onde possa olhar as nuvens. 
 Madeiras não podem faltar. E um forno onde possa assar um cheiroso pão.

E se mais não bastar, uma mesa onde possa me alimentar. E agredecer a perfeita sintonia de existir. E sonhar.



Nos siga também nas redes sociais

Comentários

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

DIREITO À PAISAGEM

Processo da Arquitetura