Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Arquitetura efêmera vira escola em favela na Africa

Lembram de um escritório no meio do mato que correu os blogs de arquitetura (e outros) uns anos atrás? Era um projeto do escritório espanhol SelgasCano e olhem que bacana a destinação de um pavilhão projetado por eles. A arquitetura que seria efêmera, feita para não durar, vai virar uma escola na Africa.

Uma decisão do escritório, do Lousiania Museu de Arte Moderna de Copenhague, Secondo Home e Iwan Baan projetou o Pavilhão Louisiana Hamlet para que fosse desmontado e reconstruído na favela de Kibera, em Nairobi. Esta notícia é de fevereiro de 2016 e achei muito interessante ressaltar a importância de tratar a arquitetura efêmera com um mais de concretude em um mundo de recursos tão esparsos.





Leiam AQUI mais detalhes de como se deu esse intercâmbio de materiais e técnicas quando um grupo de estudantes esteve no Quênia estudando aspectos da cultura, clima e arquitetura africanas.




E AQUI imagens do pavilhão já inserido na comunidade em Nairobi.


Ou seja, não se trata apenas de pegar um projeto e colocar em outro local, em um simples reaproveitamento, mas de uma proposta que se preocupou com o local onde este prédio seria instalado permanentemente, usando andaimes em uma forma dinâmica e com novas possibilidades comunitárias e culturais.

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