Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Arquitetura efêmera vira escola em favela na Africa

Lembram de um escritório no meio do mato que correu os blogs de arquitetura (e outros) uns anos atrás? Era um projeto do escritório espanhol SelgasCano e olhem que bacana a destinação de um pavilhão projetado por eles. A arquitetura que seria efêmera, feita para não durar, vai virar uma escola na Africa.

Uma decisão do escritório, do Lousiania Museu de Arte Moderna de Copenhague, Secondo Home e Iwan Baan projetou o Pavilhão Louisiana Hamlet para que fosse desmontado e reconstruído na favela de Kibera, em Nairobi. Esta notícia é de fevereiro de 2016 e achei muito interessante ressaltar a importância de tratar a arquitetura efêmera com um mais de concretude em um mundo de recursos tão esparsos.





Leiam AQUI mais detalhes de como se deu esse intercâmbio de materiais e técnicas quando um grupo de estudantes esteve no Quênia estudando aspectos da cultura, clima e arquitetura africanas.




E AQUI imagens do pavilhão já inserido na comunidade em Nairobi.


Ou seja, não se trata apenas de pegar um projeto e colocar em outro local, em um simples reaproveitamento, mas de uma proposta que se preocupou com o local onde este prédio seria instalado permanentemente, usando andaimes em uma forma dinâmica e com novas possibilidades comunitárias e culturais.

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