Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Casa VI - transformando ruínas em beleza

Transformar ruínas super bem localizadas nos Alpes Italianos em uma charmosa residência, utilizando técnicas e materiais do passado é o projeto que os arquitetos do EV + A Lab Atelier d'architettura conseguiram realizar com muita beleza.

Por fora a habitação se confunde com as que ali são feitas há muito tempo. Por dentro os espaços se revelam com seu toque de contemporaneidade e muito aconchego. 

Um bloco em concreto (estrutura e tijolos) com poucas aberturas e revestidos com pedras do local e que conta com um bom isolamento térmico, indispensável ao local. Para cobrir, vigas em madeira com inclinação e claraboias que trazem luz ao interior.

No pavimento térreo estão as áreas de estar e serviços. E no andar superior a área privativa. 
"...concebi o projeto graças a uma reinterpretação de técnicas modernas de construção e materiais tirados do passado". Alfredo Vanotti - Arquiteto
Os materiais são combinados com leveza e elegância pelos espaços fluídos e muito iluminados. O sistema de iluminação por claraboias e a forma bruta do exterior me lembram concepções da arquitetura japonesa. E são típicas de espaços que valorizam o interior e tratam o externo com respeito e reverência pela história e memória.
Os interiores resgatam o elemento rústico das habitações de montanhas, desde a forma dos móveis e acessórios, ao uso da madeira combinado com a pedra. O ar mais atual se mostra na estrutura e no uso de muito branco para contrapor.


Vi AQUI

Fotos EV+A Lab Atelier d’architettura

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