Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Restauro transforma moinho em habitação

Um restauro de um edifício do século XIX com mudança de função e com o uso do queridinho dos arquitetos, o aço corten, como ponto focal fazem com que esse velho moinho se transforme em uma habitação moderna e confortável na Itália. 

Projeto Rocco Valentini


A edificação vinha sofrendo várias alterações no século passado e o projeto do escritório de arquitetos Rocco Valentini arquitetura privilegiou as construções originais, resgatando o velho charme do edifício de tijolos.

Para marcar a intervenção foi usado um expressivo volume em aço corten que confere um ar contemporâneo ao mesmo tempo em que une os espaços antigos, permite que a luz entre pelos seus vãos, iluminando o interior. 


Não sou uma arquiteta "preservativa" ou seja, especialista em restauro ou preservação do patrimônio histórico. Mas tive um ex sócio que era e trabalhou muitos anos na área. Foi com ele que aprendi o termo jocoso que usei no início da frase. Fiz alguns trabalhos com ele e fiquei com a noção de que, quando s efaz uma intervenção em um prédio é de todo recomendável que se mostre a cicatriz. Ou seja, que se deixe claro onde foram feitas. Nesse caso, em que o restauro é em um prédio que não parece tombado, o uso do elemento de união foi a grande sacada de fazer a transição de épocas.   

Leiam também outro exemplo do uso de corten em um prédio histórico - um Museu do Sal
Projeto Rocco Valentini

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Projeto Rocco Valentini




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