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Frases de Arquiteto - Gustavo Penna

Hoje assisti um Web Seminário da Galeria da Arquitetura com o arquiteto Gustavo Penna. O tema era “Arquitetura e o Desenho Urbano”. E no final ele respondeu minha pergunta sobre que conselho daria para jovens arquitetos

Considero essa forma interativa uma experiência muito interessante porque a gente pode conhecer o pensamento de um grande profissional com a sua palavra e ainda fazer perguntas. É como um bate papo em mesa de bar, só que no escritório ou na casa da gente. Super prático e instrutivo. 
 
Memorial da Imigração Japonesa no Brasil - Arq Gustavo Penna

Pincei algumas frases que me marcaram no seminário. 
Fazer é fundamental. As teorias são tolas. 
Essa frase é de um escultor que marcou muito a vida do arquiteto. Lógico que não levaria ao pé da letra, sou por uma saudável união do fazer fazer com a teoria. Creio que uma complementa a outra. Mas entendi o sentido: mais vale uma obra pronta que uma ideia que não passe disso. 
Desenhar é correr o risco.
Sobre o croquizar com as mãos. Segundo Gustavo, o desenho manual propicia a dúvida mais que a expressão digital e essa dúvida é fundamental no processo do projeto e consolidação da proposta.
Arquiteto estabelece harmonias 
Particularmente me identifiquei com essa frase. Achei de uma poesia extrema a imagem que ele usou de que o prédio e o terreno devem se amar, devem estar em harmonia. E o arquiteto é mentor dessa harmonização.

Casa Tiradentes - Arq Gustavo Penna



A ideia que ele lançou sobre seus trabalhos de patrimônio histórico também é de uma poesia e delicadeza que me encantou:
A cidade é uma soma de tempos
Não podemos esquecer que estamos, hoje, construindo o patrimônio de amanhã. Portanto cuidemos para que recebam boas construções e belos projetos. Em uma resposta sobre o assunto enfatizou que o projetar para o patrimônio importa em conhecer valores e proporções da arquitetura original.
Em Arquitetura, gente é mais plural que singular.
E essa imagem de pluralidade, de multidão, de cidade amigável e que valorize o contato humano, foi apresentada no conceito de cidades caminháveis. Cidades onde o caminhar é um prazer seguro. E como o arquiteto pode facilitar encontro? Propondo várias soluções, entre elas caminhos sobre a cidade formal. Retomar a rua para os cidadãos.

Praça da Jabuticaba - Arq. Gustavo Penna
 E a sua resposta à minha pergunta sobre que conselho daria à jovens arquitetos?
Ou seja, ele recomenda aos jovens (e nem tão jovens) arquitetos que saiam de suas zonas de conforto, não fiquem esperando em seus escritórios cheios de esperanças. Saiam. Ajam. Proponham novas ideias, se reúnam em grupos e façam acontecer. Uma proposta para seu bairro. Uma proposta para sua rua. E uma dica ainda: sejam seus clientes - encomende a si mesmo um projeto que possa fazer diferença. 

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