Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Juhani Pallasmaa, arquiteto dos sentidos

Juhani Pallasmaa House
FONTE
O arquiteto finlandês Juhani Pallasmaa é um clássico para quem enxerga a Arquitetura não como formas, volumes e cores, mas como uma forma de interação com os sentidos humanos. Já resgatei aqui no blog uma entrevista em espanhol onde ele fala como resgatar o elemento erótico na Arquitetura. 


Segundo ele mesmo, l
a arquitectura es el arte de la lentitud y el silencio. E nada melhor para comprovar como ele concebe a sua criação ver uma casa que ele projetou para si mesmo, um local onde seria possível "esquecer o barulho do mundo exterior e ouvir apenas o próprio batimento cardíaco ".
Juhani Pallasmaa House
FONTE
Minha próxima leitura é o seu livro Os Olhos da Pele. Fiz questão de comprar o livro impresso (há links para download do PDF na web) porque quero ter a sensação tátil de pegar as páginas, poder sublinhar, voltar atrás. É uma sensação bastante diferente da leitura em um tablet ou leitor digital. É mais ou menos a diferença de fazer uma visita virtual e percorrer um prédio ao vivo. Há sensações e impressões que o espaço nos mostra de maneiras tão diversas. Nosso olhar, nosso sentimento do dia, há percepções que só temos ao estar de corpo e alma em um lugar. Na leitura, para mim, também.



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