Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Entradas pequenas - Dê boas vindas!

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Um cartão de visitas de nossas casas. Não importa o tamanho, não importa se seja mais simples e pequeno, a nossa entrada (também conhecida como hall) é uma espécie de ante sala da casa. 

Vestíbulo, sala de entrada, saguão. A função é de certa forma garantir uma transição entre o público (a rua) e o privado ( o interior). 

Algumas de suas funções e características: 
  • Servem para que os convidados e moradores deixem seus casacos, guarda chuvas e muitas vezes sapatos. 
  • Servem para que os moradores deixem suas chaves .
  • Algumas vezes tem espelhos para que os visitantes se olhem na entrada e os moradores na saída.
  • Alguns colocam flores de boas vindas e/ou objetos religiosos ou de significado carinhoso.
  • Algumas vezes são peças mais isoladas, nem que seja por divisórias ou móveis para garantir uma maior privacidade.
Não é necessário que sejam caros. Já apresentei algumas ideias que não custam tanto para fazer entradas bonitas. 

E quando são pequenos? Como fazê-los? 
Nada foi
feito o sonhado
mas foi bem-vindo
feito tudo
fosse lindo
 Paulo Leminski

  • Simplicidade. Uma regra sempre muito bem vinda. Vejam na figura lá acima. Uma parede apenas. Um tom escuro, no caso uma madeira escurecida (ou ebanizada), um apoio que serve também de assento e barras para os sapatos. Mais simples impossível. E de grande efeito.  
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  • Mesmo programa, outra linguagem. Também uma parede na figura acima. Cor clara, forma mais coloquial. Uma prancha que forma um banco, prateleiras para caixas e ganchos para bolas e casacos.  
 
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  •  Economia de formas. Mas detalhes marcantes. Um espaço pequeno não precisa ser simplório. Um canto de entrada pode abrigar todo o programa (porta chaves, guarda chuvas e sapatos), sem simples mas ousar em algum detalhe e/ou cor que faça toda a diferença.  
 
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  •  Clássico. Sempre uma forma correta de fazer uma entrada. Usando um aparador e enfeites. A grande vantagem de peças soltas é que muitas vezes a entrada é o único meio de acesso de móveis e eletrodomésticos. E é sempre prudente prever que haja espaço para essa circulação. Móveis soltos podem ser deslocados, pense nisso.
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  • Híbrida - minimalista clássico. Existe isso? Pois essa solução é super enxuta, econômica e bonita. Uma prancha em madeira, apoios e um belo quadro ou espelho. Típica DIY. E com um resultado elegante.
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  • Cor escura? Sim. Com alguns cuidados. Vejam que o rodapé é claro e alto. E os quadros conferem uma alegria que um ambiente de entrada com personalidade merece.
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  • Prática e muito minimalista. Mínima eu diria. Uma prateleira que é ao mesmo tempo apoio para objetos e para bolsas, casacos e guarda chuvas. Bela ideia!
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  • E essa ideia de entrada tem tudo a ver com amantes de livros. Uma estante com uma oferta de leituras. Nessa casa eu sempre me sentiria bem vinda!
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