Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

Imagem
Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Hippie Chic - inspiração na geração Paz e Amor

Tensões diárias lembram o quanto a calma e a contemplação são necessárias na nossa vida. Uno isso à lembrança dos 46 anos de um festival que marcou época e a vida de milhões de pessoas mundo afora: Woodstock. O acontecimento de uma geração Paz e Amor, a onda hippie que varreu a juventude dos anos 60 e aqui no Brasil talvez um pouco mais tardia, nos anos 70. Então a inspiração de hoje é um resgate do estilo hippie, mas repaginado para nossos dias, um hippie mais chique, se assim podemos dizer.

Chamar de Hippie Chic é uma ironia já que esse movimento foi de uma postura de contra cultura contra valores de uma sociedade conservadora e consumista. Nascido na Guerra Fria, lutava contra a política de confrontos e pregava um DIY bem antes da atual febre. 

Artesanato, motivos étnicos, muitas cores, um mosaico de tecidos e estampas unidos em um total reaproveitamento. Parece semelhante aos dias atuais? Talvez um pouco, não é verdade?         
Hippie Chic
Hippie Chic na sala
Cores: Um estilo em tudo descontraído e por isso mais usado em casas de repouso atualmente. Uma característica é não ter uma harmonia muito certinha. É contra cultura, lembre.
Hippie Chic
Colchões no chão
Sentar no chão: Tudo a ver com futtons, tapetes e almofadas. Nos anos 70 jovens casais iam morar juntos ou grupos de amigos moravam em repúblicas e não tinham muita grana. Era bem comum usarem grandes almofadas em vez de sofás na sala.
Hippie Chic
hippie Chic na praia
Descontração: Mesmo com poucas cores e sem um ar oriental, um estilo Hippie Chic atual não pode prescindir da descontração e de elementos de artesanato.
Hippie Chic
muitas cores e padronagens etnicas
Grandes elementos: Em geral lustres artesanais em tamanho avantajado garantiam que elementos focais marcantes fizessem um cenário quase cenográfico.
Hippie Chic
Cores alegres
Tratamento forro: Usar tecidos como elementos de tratamento do forro, como se os espaços fossem grandes tendas também caracterizava os espaços hippies. Além do simbolismo em algumas filosofias orientais.  
Artesanato nos detalhes
Ênfase no Oriente: Não comer carne, meditar, dizer não às guerras, ir para a Índia faziam parte da cultura da época. Assim o uso de adornos e objetos vindos do Oriente e fazendo parte da cultura tradicional desses locais são bem vindos.  

Hippie Chic
Fonte
São ambientes bonitos, alegres, e podem dar uma revitalizada em muitas áreas mais sisudas de casas mais contemporâneas.

Veja também mais postagens sobre espaços para meditação AQUI
Hippie Chic Meditação
Local para meditação

Gostou? Conta para a gente a sua opinião. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Calungas, a representação da escala nos desenhos

O Fim da Hegemonia Americana? Como a China "Hackeou" a Engenharia Civil para Humilhar Nova York