A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

Imagem
Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Hippie Chic - inspiração na geração Paz e Amor

Tensões diárias lembram o quanto a calma e a contemplação são necessárias na nossa vida. Uno isso à lembrança dos 46 anos de um festival que marcou época e a vida de milhões de pessoas mundo afora: Woodstock. O acontecimento de uma geração Paz e Amor, a onda hippie que varreu a juventude dos anos 60 e aqui no Brasil talvez um pouco mais tardia, nos anos 70. Então a inspiração de hoje é um resgate do estilo hippie, mas repaginado para nossos dias, um hippie mais chique, se assim podemos dizer.

Chamar de Hippie Chic é uma ironia já que esse movimento foi de uma postura de contra cultura contra valores de uma sociedade conservadora e consumista. Nascido na Guerra Fria, lutava contra a política de confrontos e pregava um DIY bem antes da atual febre. 

Artesanato, motivos étnicos, muitas cores, um mosaico de tecidos e estampas unidos em um total reaproveitamento. Parece semelhante aos dias atuais? Talvez um pouco, não é verdade?         
Hippie Chic
Hippie Chic na sala
Cores: Um estilo em tudo descontraído e por isso mais usado em casas de repouso atualmente. Uma característica é não ter uma harmonia muito certinha. É contra cultura, lembre.
Hippie Chic
Colchões no chão
Sentar no chão: Tudo a ver com futtons, tapetes e almofadas. Nos anos 70 jovens casais iam morar juntos ou grupos de amigos moravam em repúblicas e não tinham muita grana. Era bem comum usarem grandes almofadas em vez de sofás na sala.
Hippie Chic
hippie Chic na praia
Descontração: Mesmo com poucas cores e sem um ar oriental, um estilo Hippie Chic atual não pode prescindir da descontração e de elementos de artesanato.
Hippie Chic
muitas cores e padronagens etnicas
Grandes elementos: Em geral lustres artesanais em tamanho avantajado garantiam que elementos focais marcantes fizessem um cenário quase cenográfico.
Hippie Chic
Cores alegres
Tratamento forro: Usar tecidos como elementos de tratamento do forro, como se os espaços fossem grandes tendas também caracterizava os espaços hippies. Além do simbolismo em algumas filosofias orientais.  
Artesanato nos detalhes
Ênfase no Oriente: Não comer carne, meditar, dizer não às guerras, ir para a Índia faziam parte da cultura da época. Assim o uso de adornos e objetos vindos do Oriente e fazendo parte da cultura tradicional desses locais são bem vindos.  

Hippie Chic
Fonte
São ambientes bonitos, alegres, e podem dar uma revitalizada em muitas áreas mais sisudas de casas mais contemporâneas.

Veja também mais postagens sobre espaços para meditação AQUI
Hippie Chic Meditação
Local para meditação

Gostou? Conta para a gente a sua opinião. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

Processo da Arquitetura

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Captar água da chuva