Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Viva e deixe viver

Somos cores. Somos gente. Somos humanos.

Vivemos em pleno século XXI e ainda temos que conviver com pré conceitos antigos. Gente que julga por gênero, por cor, por quem a gente gosta de amar.

Se eu pudesse abrir os olhos e mentes das pessoinhas que guardam tantas verdades absolutas dentro de si, diria: acordem! A vida é breve, a vida é fugaz. 

Não a perca julgando os outros. Não a perca tentando impor as suas verdades, as suas certezas. Seja feliz e deixe os outros serem felizes com as suas escolhas e necessidades. 


Use o seu tempo para se divertir. Para ler. Para aprender. Para olhar o mundo com novos olhares.

A vida é feita de desafios. Há tantos para serem enfrentados. Se você não aprova as escolhas alheias, pense que muitos também não aprovam as suas. Mas há espaço para respeito e compreensão, mesmo dentro das divergências. 

As cores tantas só nos acrescentam.
Se algo aprendi nessa vida é que cada ser humano é um universo cheio de possibilidades. Há espaço para convergência. Há espaço para harmonia. Há espaço para sermos mais que humanos. Então não seja pequeno. 

Viva e deixe viver! 

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