Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Descanso absoluto

Sem inspiração. 

Ou por outra, cheia de pesquisas para ler e escrever sobre, mas cadê a cabeça ágil para tanto? 

Sabem aqueles dias em que parece que tudo já foi dito? Que basta entrar no Google e vai ter miles e miles de postagens sobre tudo o que já se fez. E o que vai se fazer. 

Pensando bem, o Google se parece com a grande biblioteca sonhada por tantos. Tudo ao nosso alcance. Inclusive baboseiras. Principalmente essas. 

Separar o joio do trigo é que são elas. 

Quando chegam essa horas de exaustão o que resta? Descansar. 

Descanso absoluto.

E então fiquemos com inspirações para esse descanso de mente. E corpo.







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