Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Espelho mágico? Comprar em loja fechada usando a reflexão

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Contos de fadas mostravam espelhos mágicos. Espelhos que revelavam segredos, que eram oráculos, que transportavam para novos locais. Parece que estamos nos aproximando cada vez mais do faz de conta. Ou por outra, o faz de conta talvez não seja assim tão fantasioso. Imaginem parar em frente a uma vitrine espelhada e comprar mercadorias sem entrar na loja? 

Como assim? Comprar em uma loja fechada usando o reflexo ? Falando assim parece meio mágico. E para mim é. Mas equipe da Universidade de Bristol está desenvolvendo uma pesquisa que torna isso possível. Como? Segundo eles a técnica é baseada "na capacidade de um espelho para mapear uma reflexão para um ponto específico atrás do próprio espelho, independentemente da localização do observador que está à sua frente." 

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Ou seja, podemos colocar um espelho que não seja totalmente reflexivo na janela de um museu, por exemplo, possibilitando que os visitantes possam interagir "tocando" os objetos expostos, abrindo e vendo detalhes em 3D que seriam impossíveis de fazer na vida real. 
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Um dos pesquisadores relata que "este trabalho oferece possibilidades interativas emocionantes que podem ser usadas em muitas situações. Superfícies semitransparentes estão em toda parte ao nosso redor, em cada banco e vitrine de loja. Um exemplo é quando as pessoas não podem acessar a loja porque ela está fechada. No entanto, seu reflexo seria visível dentro da vitrine da loja, o que lhe permitiria experimentar roupas usando sua reflexão, pagar o item usando um cartão de débito ou crédito e, em seguida, tê-lo entregue em sua casa." 
 
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Nossa!!!! Realidade aumentada que pode ser explorada de maneira novas, inclusive no campo da saúde.

Talvez os espelhos mágicos estejam mais perto de nós que possamos imaginar!

Até lá, podemos usar de outra magia que os comuns nos proporcionam: embelezar e aumentar nossos espaços. 

Vejam como fazer isso em Usando espelhos de forma criativa e  Espelho, espelho meu

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