Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Stairs House - Luz, ventilação, privacidade e controle

Depois de um debate em um grupo de Arquitetura sobre o uso do 3D na Arquitetura fiquei pensando com os meus botões. Sempre considerei as formas de representação ferramenta. E a Arquitetura conceito e volume. Arquitetura é 3D, é luz, é sensação. Jamais se pode pensar em termos de 2 dimensões. Uma planta, pro mais bem resolvida, é uma parte, é consequência de uma proposta mais ampla. Um projeto nasce em volume

E por isso também achei interessante resgatar esse projeto do escritório de arquitetura y+M que nasce da intenção de levar luz natural para o interior ao mesmo tempo em que garante a privacidade interna.

Já falei várias vezes que gosto muito dessa concepção de espaço que os arquitetos japoneses conferem aos seus projetos. São simbólicos, alguns ascéticos, no exterior. E com um espaço amplo, iluminado e rico no interior. Casas japonesas me fascinam.

O programa de pais professores com filhos e alunos pedia locais para trabalhar em paz, mas ao mesmo tempo poder manter a observação das crianças. Os arquitetos conseguiram isso não apenas no interior, mas também quando eles estão fora, subindo os degraus da casa escada, os pais conseguem ficar de olho neles.


A grande sacada foi a perspectiva da grande escada, como se fosse uma montanha, que pode ser escalada. E os degraus servem de pontos de entrada de luz, garantindo uma ampla iluminação e ventilação natural ao interior. 

Nos esquemas do escritório, mostrados abaixo, vemos como eles estudaram as diferentes condições de clima e estações para garantir o melhor conforto interno. Isso é Arquitetura. 
 
 




 

A grande vantagem de se debruçar sobre projetos de outras culturas são garimpar soluções que fogem das nossas, até porque somos marcados pela nossa bagagem cultural. Abrir os olhos é uma lição diária que devemos exercer. Na vida e na Arquitetura.

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