Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Transformando garrafa PET em papel com processo rápido e barato

Reciclar garrafas PET usadas e evitar mais desmatamento é o que um "papel mineral" desenvolvido por dois mexicanos (Ever Adrián Nava e Érick Zamudio) pretende atingir. O grande gol da dupla é que o processo que utilizam é simples, mais rápido e muito mais barato que os comumente usados. Além disso não usam nem água e nem cloro na fabricação.
O PETapel é também ultra resistente, impermeável, foto degradável e só absorve a quantidade necessária de tinta durante a impressão, o que é ótimo! 

Segundo eles, a técnica que desenvolveram pode evitar o corte de duas dezenas de árvores e economizar 56.000 litros de água por tonelada de papel produzido. 


O processo: As garrafas usadas são transformadas em peletes (grânulos de plástico) esmagando-os com carbono de cálcio, para criar uma mistura que é levada a um processo de fundição muito quente para formar grandes bobinas de folhas de papel laminadas.


Uma das vantagens apontadas também é que esse papel mineral se degrada em seis meses, e a desvantagem é que a parte mineral não suporta tinta gel. Parece um produto promissor e a sua implementação vai depender dos financiamentos que conseguirem para a sua produção.





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