Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Cozinha do futuro - automação e modulação. Será?

Estava lendo um artigo sobre um projeto chamado de cozinha do futuro. Ela faz parte de um projeto de pesquisa mais completo chamado de FutureHAUS.

Este projeto, desenvolvido por uma equipe multidisciplinar da Virginia Tech Center for Design Research, pretende explorar uma relação mais estreita entre a tecnologia e a arquitetura, fazendo uma provável "produção industrializada de casas inteligentes". 

Confesso que tenho um certo arrepio com esse termo de casa inteligente para designar casa automatizada. Nem sempre a automatização excessiva significa uma boa arquitetura e nem sempre leva a um real ganho de eficiência energética.   


Mas voltando ao projeto ele na verdade usa da tecnologia existente e a integra em toda a cozinha. Fornos com câmeras permitem que se veja o bolo enquanto se trabalha ou a geladeira que nos diz quando é preciso reposição. Até aí, tudo bem, já ouvimos isso. Outra bossa são as receitas mostradas em telas virtuais nos moveis ou a bancada em vidro que "esconde" os queimadores de convecção que a transformam em um cooktop quando necessário. 


Toques para abrir, acessibilidade e a proposta de uma cozinha modular a tornam interessante, mas um pouco longe do pomposo nome de cozinha do futuro. Talvez fosse mais correto de chamar de um módulo industrializado para um público classe A. Sim. Economia ou custo mais acessível não parece fazer parte do foco dos projetistas. 
Interessante mesmo vai ser quando a tecnologia e a produção em escala puderem gerar produtos mais baratos, bonitos, funcionais e que possam ser usados em módulos. E trocados por outros, se necessário, e os antigos puderem ser reusados. Quem sabe....
Mas fiquei curiosa sobre as propostas de casas de futuro e como imaginavam as cozinhas naquela época. 

Quando eu era pequena, lá pelos anos 60, o futuro era imaginado em desenhos como os Jetsons, com casas nos céus e muita automação.

E para curiosidade como eram previstas as casas do futuro em 1957 (Vejam o vídeo AQUI). Lembram muitas comodidades que ainda hoje são utopias para a maioria das pessoas. Mas muitas das "previsões" fazem parte de nossas vidas.

E uma preciosidade, um filme de como previam, em 1957, como viveríamos no ano 2000. (Vejam o vídeo AQUI)

Me chama a atenção que nos filmes do passado a mulher era a "rainha do lar" e os homens só aparecem sendo servidos. Ainda bem que muita coisa mudou de lá para cá, pelo menos nesse sentido.

Pessoalmente sinto falta nessa proposta de áreas de ervas. Existem estufas à venda para germinação de plantas. E um pouco mais de aconchego, sei lá. 

Mas e para você, o que seriam avanços na tarefa cozinhar? Gostou da proposta?   

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