Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Imagem
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Decorando sobre os jornais

Um jornal é tão bonito
Um jornal é tão bonito
Tudo escrito, tudo dito
Tudo num fotolito
É tão bonito um jornal
(Gilberto Gil)

Em tempos de palavra impressa ameaçada pelos meios digitais, resta-nos o charme desse artigo tão efêmero que já nasce defasado, o jornal. Uns anos atrás ele ainda durava um meio dia, quando era das únicas fontes onde a gente podia recorrer para se informar. Hoje, quando nos chega, as manchetes já não são as mesmas, a imensa urgência dos tempos modernos já nos ver ver pelos smartphones e redes sociais as últimas mais recentes.

E o que sobrará dele? Para onde irá? Discussão prá lá de interessante. Livros se escrevem sobre isso. Empresas se lançam a descobrir até para garantir a sua sobrevivência. Conteúdo e credibilidade se tornam, mais do que nunca, artigos de primeira necessidade no kit sobrevivência deles.

Mas aqui, em um blog de arquitetura, que espaço tem os jornais? Eles povoam paredes, se transmudam em luminárias, objetos de decoração e nos levam a viajar pelas possibilidades que um jornal sempre nos trará. Pelo menos nós, os que crescemos com eles. Os mais jovens talvez já não os olhem com tanta ternura, sei lá.
Um jornal é tão diverso
Um jornal é tão diverso
Tudo impresso, tudo expresso
Tudo pelo sucesso
É tão diverso um jornal
(Gilberto Gil) 

Revestir o forro com jornais? E porque não? Deve dar uma certa aflição tentar ler as manchetes em noites de insônia....mas pensando bem, para um escritório fica muito charmoso.  
Um jornal é tanta gente
Um jornal é tanta gente
Tudo frio, tudo quente
Tudo preso à corrente
É tanta gente um jornal
(Gilberto Gil) 

Já as paredes ficam lindas em qualquer ambiente. Principalmente se a gente selecionar páginas que despertem a atenção. Suplementos de ciências, ou mesmo de anúncios, sabe-se lá.
Jornais antigos, amarelecidos pelo tempo, ficam lindos com pinturas sobre eles. Dá um ar de biscuit, de casa da avó da gente. E podem ser feitos com adesivos. Eu particularmente amei essa ideia.
Um mundo em sua vida. Talvez essa a ideia mais forte que os jornais nos passem. Ou me passem. Porque ao abrir um jornal, todo dia, é o mundo que quero descobrir.

Um jornal é igual ao mundo
Um jornal é igual ao mundo
Tudo certo, tudo incerto
Tudo tão longe e perto
É igual ao mundo um jornal

(Gilberto Gil) (veja a letra completa AQUI )

Fotos : Google e Pinterest

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Calungas, a representação da escala nos desenhos

Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia