Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Um piquenique no jardim da vida

Um belo piquenique, ou convescote se quiserem ser mais elegantes, é sempre uma festa. Afinal comer ao ar livre, seja no nosso jardim, seja em jardins comuns ou praias, florestas, sobre o carro ou na beira de estradas é sempre motivo de se sair da rotina. E é isso que nos faz meio que voltar a ser crianças. 
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Falei na beira da estrada porque quando morávamos em Brasília nos anos 70 e vinhamos de carro para Porto Alegre, uma certa feita tinha uma epidemia de meningite nas cidades paulistas. Minha mãe, sempre zelosa, preparou refeições que trazíamos em isopores e tenho fotos da gente, sentadas no chão na beira da rodovia, se deliciando com um belo piquenique!
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 A gente sempre associa piqueniques à cestas. Eu pelo menos. E cheias de guloseimas que não como no dia a dia. Sanduíches, geleias, frutas, sucos, um bom vinho. E obvio, boas companhias.
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E não pode faltar, na minha imaginação, uma linda toalha. Xadrez. E flores! Muitas flores e cor que é para complementar a associação com a alegria do momento.
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 E de preferência tudo pode evocar a magia, à descontração, uma grande brincadeira!
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Hoje tem se tornado comum que as pessoas se reúnam em grandes piqueniques nos grandes centros, mostrando que quem faz as cidades são as pessoas.
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 Então, se a vida lhe proporcionar momentos de júbilo, faça um piquenique para comemorar. Se a vida estiver sendo meio pesada, faça também um piquenique para desestressar.

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Reúna os filhotes, os netos, os amigos e/ou amores. Reúna vizinhos, colegas ou faça para você mesmo. Se deixe ser criança e corra para o jardim da Vida, comemorar o estar vivo!
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Particularmente adorei a ideia acima de como levar saladas divertidas, colorida e super saudáveis. Achei AQUI com mais ideias para piqueniques bacanas.

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