Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Um piquenique no jardim da vida

Um belo piquenique, ou convescote se quiserem ser mais elegantes, é sempre uma festa. Afinal comer ao ar livre, seja no nosso jardim, seja em jardins comuns ou praias, florestas, sobre o carro ou na beira de estradas é sempre motivo de se sair da rotina. E é isso que nos faz meio que voltar a ser crianças. 
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Falei na beira da estrada porque quando morávamos em Brasília nos anos 70 e vinhamos de carro para Porto Alegre, uma certa feita tinha uma epidemia de meningite nas cidades paulistas. Minha mãe, sempre zelosa, preparou refeições que trazíamos em isopores e tenho fotos da gente, sentadas no chão na beira da rodovia, se deliciando com um belo piquenique!
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 A gente sempre associa piqueniques à cestas. Eu pelo menos. E cheias de guloseimas que não como no dia a dia. Sanduíches, geleias, frutas, sucos, um bom vinho. E obvio, boas companhias.
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E não pode faltar, na minha imaginação, uma linda toalha. Xadrez. E flores! Muitas flores e cor que é para complementar a associação com a alegria do momento.
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 E de preferência tudo pode evocar a magia, à descontração, uma grande brincadeira!
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Hoje tem se tornado comum que as pessoas se reúnam em grandes piqueniques nos grandes centros, mostrando que quem faz as cidades são as pessoas.
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 Então, se a vida lhe proporcionar momentos de júbilo, faça um piquenique para comemorar. Se a vida estiver sendo meio pesada, faça também um piquenique para desestressar.

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Reúna os filhotes, os netos, os amigos e/ou amores. Reúna vizinhos, colegas ou faça para você mesmo. Se deixe ser criança e corra para o jardim da Vida, comemorar o estar vivo!
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Particularmente adorei a ideia acima de como levar saladas divertidas, colorida e super saudáveis. Achei AQUI com mais ideias para piqueniques bacanas.

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