Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Relógios de rua e a passagem do tempo

Não é de hoje que digo que adoro relógios e que adoraria colecioná-los, um dos motivos é que me lembram a passagem do tempo. E o tempo sempre foi para mim emblemático, mistura de passado, presente e futuro. Encerra valorização do passado que acaba por fazer o presente mais bonito e o futuro uma promessa mais doce.

Então...quando o amigo e colega Oscar Muller me mandou um pps (apresentação de power point) com imagens de relógios de rua (um deles esse aí de cima) despertou em mim lembranças de um relógio que era muito caro para a população de Porto Alegre na época. O relógio da casa Masson.
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A gente acertava o nosso relógio pelo relógio da Masson! Obvio que isso era antes da era celular e internet. E antes desse daí de cima, que era do meu tempo, existiu um outro que ficou famoso na cidade porque não se enxergava o maquinismo que o fazia funcionar. Essa era muito pequena e ficava escondida. O que se via era um mostrador de vidro transparente suspenso e de dois ponteiros e nada mais.Era a chamada pendula misteriosa.
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Marcar o tempo deve ter sido uma coisa que os homens e mulheres primitivos sentiram necessidade. No começo usavam o sol. Sua sombra mede a passagem do tempo. 
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São lindos e eu tenho uma verdadeira fascinação por eles. 
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São simples, mas além de não serem precisos, ficava difícil de levar consigo. A não ser nas histórias em quadrinhos. Mas não pense que não resolvemos isso....Sim, já existem relógios de sol de pulso.
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Vários mecanismos foram estudados para medir o tempo, relógio de pesos, o relógio de pêndulos, os de corda, de pilhas, de quartzo.

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Mas com toda a tecnologia moderna, um dos mais fascinantes meios usados para medir o tempo foi a ampulheta. Dois cones de vidro unidos, cheios de grãos de areia, cascas de ovo moídas, pó de mármore, pó de prata, e pó de estanho misturado com um pouco de chumbo, que marcavam um tempo determinado (meia hora a duas horas) a medida que o grão passava de um cone para o outro. Para mim, até hoje, uma das maneiras de ver o tempo passar mais impactantes e significativas. É ao mesmo tempo mágica, eterna e fugaz. 

Tão interessante que inspirou a criação de uma luminária ampulheta. Quando se vira, "a areia cai e cria energia cinética que é então convertida em eletricidade para alimentar as lâmpadas de LED." Confesso que fiquei fascinada e louca para ter uma.

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E voltando ao tema inicial: relógios de rua. Não poderia deixar de compartilhar algumas das maravilhas que vieram no arquivo. Não são maravilhosos???







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