Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Relógios de rua e a passagem do tempo

Não é de hoje que digo que adoro relógios e que adoraria colecioná-los, um dos motivos é que me lembram a passagem do tempo. E o tempo sempre foi para mim emblemático, mistura de passado, presente e futuro. Encerra valorização do passado que acaba por fazer o presente mais bonito e o futuro uma promessa mais doce.

Então...quando o amigo e colega Oscar Muller me mandou um pps (apresentação de power point) com imagens de relógios de rua (um deles esse aí de cima) despertou em mim lembranças de um relógio que era muito caro para a população de Porto Alegre na época. O relógio da casa Masson.
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A gente acertava o nosso relógio pelo relógio da Masson! Obvio que isso era antes da era celular e internet. E antes desse daí de cima, que era do meu tempo, existiu um outro que ficou famoso na cidade porque não se enxergava o maquinismo que o fazia funcionar. Essa era muito pequena e ficava escondida. O que se via era um mostrador de vidro transparente suspenso e de dois ponteiros e nada mais.Era a chamada pendula misteriosa.
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Marcar o tempo deve ter sido uma coisa que os homens e mulheres primitivos sentiram necessidade. No começo usavam o sol. Sua sombra mede a passagem do tempo. 
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São lindos e eu tenho uma verdadeira fascinação por eles. 
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São simples, mas além de não serem precisos, ficava difícil de levar consigo. A não ser nas histórias em quadrinhos. Mas não pense que não resolvemos isso....Sim, já existem relógios de sol de pulso.
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Vários mecanismos foram estudados para medir o tempo, relógio de pesos, o relógio de pêndulos, os de corda, de pilhas, de quartzo.

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Mas com toda a tecnologia moderna, um dos mais fascinantes meios usados para medir o tempo foi a ampulheta. Dois cones de vidro unidos, cheios de grãos de areia, cascas de ovo moídas, pó de mármore, pó de prata, e pó de estanho misturado com um pouco de chumbo, que marcavam um tempo determinado (meia hora a duas horas) a medida que o grão passava de um cone para o outro. Para mim, até hoje, uma das maneiras de ver o tempo passar mais impactantes e significativas. É ao mesmo tempo mágica, eterna e fugaz. 

Tão interessante que inspirou a criação de uma luminária ampulheta. Quando se vira, "a areia cai e cria energia cinética que é então convertida em eletricidade para alimentar as lâmpadas de LED." Confesso que fiquei fascinada e louca para ter uma.

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E voltando ao tema inicial: relógios de rua. Não poderia deixar de compartilhar algumas das maravilhas que vieram no arquivo. Não são maravilhosos???







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