Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Inspiração : ousando com lavandas e roxos

Buscando inspiração em cor e imagens para exercitar a mente. Um momento triste, um limbo de saudade, um cor que o represente. Será? Nem sempre as cores guardam apenas uma simbologia. O roxo, que também é lavanda, lembra campo silvestre, lembra vida e alegria. Querem ver? Sigam esse exercício comigo. Uma imagem foi puxando outra, e outra e, de repente, formaram um mosaico de ambientes e sensações. 
A primeira delas: uma elegante alegria quando se mistura o amarelo ao roxo. Ou uma elegante combinação quando se usa "ton sur ton".
Ou ainda uma alegria lúdica quando os tons se trabalham em variadas nuanças e criam combinações divertidas.
Ou ainda um toque de ousadia quando a cor se mescla ao branco e à madeira. Mas uma ousadia elegante.
E quando a cor se usa em variadas padronagens? Mais elegante ainda! 
Enfim, exercitar a mente é se abrir ao que pode ser usado de forma diferente. Ou tentar novas combinações, ou apenas as que não fazem parte das cartelas do momento. 
Brincadeiras de domingo? De dias sem inspiração ou de cansaço mental? Mas deles são feitos os exercícios de criação. Das brincadeiras, das pesquisas, do repertório do que se vê, do que se absorve.
Vida pra ser boa, tem que ter tempero, tem que ter toque de ousadia, de algo que não se fazia, ou de algo que se tenta fazer de um jeito diferente. No final ficam sempre os momentos em que se viveu muito, os sorrisos, as emoções. Os dias em que se saiu da trilha e se brincou. Que se ouse então. Nem que seja apenas em imaginação. 

Autor : Elenara Leitão

Fotos: Google e Pinterest

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