Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Descobri onde fica o paraíso: nas Maldivas

Essa história começou com essa imagem que repostei no Instagram. Quando a vi pensei que era um tipo de ambiente paradisíaco desses que andava precisando para desopilar um pouco. Na hora nem pensei onde era. Até alguém perguntar. E fui descobrir. Um spa ou resort nas Maldivas

Lógico que fui dar uma pesquisada básica pelo Pinterest da vida. Maldives Resort e um mundo de maravilhas se abriu aos meus olhos. Mares nunca dantes navegados por minha pessoa. Restaurantes para comer abaixo d'água. Essa parte confesso que achei bonita plasticamente, mas passaria batido porque me dá uma certa insegurança que aquele vidro não irá arrebentar...(mas nem ligue, eu que tenho síndrome de Titanic e morro de medo de muita água junta). Se você não tem, vai firme. Tem até suíte assim.

Vamos combinar que a vida pode ser linda para quem pode pagar por essas maravilhas. Mas debe ter pacote em módicas prestações que façam qualquer remediada se sentir rainha por uma semana ou duas.
Se você está pensando que um lugar desses merece uma companhia prá lá de especial, pensou certo. Tem resorts para lua de mel que são para casal nenhum se entediar. Embora se entediar na lua de mel seja algo meio longe das expectativas.
Mas mesmo para quem curte estar consigo mesmo, só de pensar em estar nesse mar tão límpido e nesses ambientes tão feitos para a gente relaxar e gozar a vida como se não existisse amanhã, já dá vontade de ligar para a primeira agência de viagens para marcar lugar. E depois pensar nas consequeências.
Infelizmente este não é um publieditorial, nem vou ganhar uma semana nas Maldivas para tecer elogios aos locais de lá. É apenas um sonho com uma possibilidade de ser feliz, de sair da rotina. De me imaginar no paraíso. Que por acaso pode até estar nas Maldivas.
Mas que de repente pode estar aqui, dentro do meu coração. Do seu coração. Dos nossos corações e mentes. Das nossas permissões de fugir, de sonhar, de olhar com outros olhos e com outras esperanças uma vida meia cinza e ajudar a que se torne mais colorida. Vamos?






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