A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende

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  Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam.  Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar.  A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

Reforma sustentável de casa premiada


Uma reforma em Melbourne foi escolhida pelo
BankMecu Sustentabilidade 2013. Várias premissas usadas pelo escritório de arquitetura Chiverton foram decisivas para que essa premiação fosse possível. 

Uso de materiais reciclados, como a alvenaria de partes da própria casa que foram demolidas e madeiras de uma escola local, assim como madeiras usadas em cercas ofereceram características marcantes à reestruturação da residência. 

Além disso, foram utilizadas esquadrias de vidros duplos e vegetação externa para reduzir a luz solar nas estações mais quentes. Para o frio um sistema de aquecimento no piso através de água aquecida por energia solar entra em ação. Ventilação estrategicamente pensada pela posição de esquadrias permite esquecer o uso de ventilação mecânica. Todos esses itens e mais o uso de cisternas para reuso da água garantem que uma casa mais antiga se modernize com sustentabilidade.
Bons projetos não precisam ser novos, sustentabilidade não é terra arrasada, muito pelo contrário. Não é preciso buscar materiais eco super condecorados para que sua casa seja menos prejudicial ao meio ambiente. Pode-se contribuir com decisões de bom senso, aproveitando materiais locais e recicláveis. E usando soluções de boa Arquitetura. Ou seja, resgatando um bom planejamento e usando a natureza a nosso favor.
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