Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Inspiração japonesa em casa de verão norueguesa

Que eu gosto do desenho eslavo não é segredo. E que adoro casas japonesas também não, vide os inúmeros projetos que já coloquei aqui. O que me motiva em um e outro é a economia de rebuscamentos, as linhas simples e enxutas mas que revelam ambientes amplos e que permitem a natureza e a luz entrarem e mesclarem espaços internos e externos. Por isso quando vi essa casa de verão, perto do oceano, localizada perto de Oslo me apaixonei. É uma casa norueguesa inspirada na arquitetura japonesa.

Reforma de uma antiga cabine de madeira dos anos 60 que pertencia a uma pintora modernista chamada Irma Sahlo Jæger, o projeto da arquiteta Irene Sævik fez da construção original um local ideal para um período de contemplação e convivência. A natureza permeia os espaços internos e o jardim entra pela casa e circulações de maneira harmoniosa. Uma casa que eu gostaria de ter.
 


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