Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Cor de 2014- uma orquídea radiante


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 Acabo de sair de uma palestra sobe mulheres medievais no Studio Clio e confesso que estou impregnada de uma feminilidade histórica altamente impactante. Ver como algumas mulheres conseguiram manter seu espaço em um mundo que lhes fechava portas me fez ficar fascinada por esse ser feminino que é ligado à natureza, que é uno com os ciclos vitais. E esse sentimento me fez olhar para a cor pantone de 2014 com outros olhos.   
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Em geral não sou muito chegada aos rosas e outras tonalidades tipo mulherzinha. Mas esse olhar sobre àquelas mulheres me fez ter uma outra dimensão. Comecei a ver esse orquídea radiante com uma outra luminosidade.  
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 Uma cor forte. Uma cor significativa. Uma cor com mensagem.
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É um tom de feminilidade de ousadia, um quê de Lilith , um quê de mulher eterna e moderna porque toda mulher é uma e todas. 
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Toda mulher carrega lutas e lutas de anos de sabedoria que sobrevivem a séculos de não papel, de não holofote. 
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 Mas tudo isso é história. A hora é de resgate. A hora é de se afirmar como ser humano com potencial e força. E a cor de 2014 tem tudo a ver com isso.  
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 É cor de iluminação. É cor de afirmação. É cor de quem tem proposição e história para contar. Ou fazer.
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 Pois não importa a época, não importa a circunstância, o ser feminino é belo e poderoso. E radiante.
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Cardápio do almoço Clio Mulheres Medievais que inspirou essa postagem

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