Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Arquitetura para as pessoas - WikiHouse

Em 2012 eu estive em Florianópolis assistindo o seminário Social Goods BR e fui apresentada a um rapaz muito interessante, o Dinho.

Ele me falou, na época de um projeto que estava desenvolvendo de trazer para o Brasil uma maneira de fazer habitações usando uma máquina. Fiquei com aquilo na cabeça, pensando em pesquisar mais e postar aqui. O tempo foi passando, eu fui vendo outras coisas e a tal máquina de fazer casas ia ficando para trás, até que achei um email estudantil que falava de uma palestra TED de nome bem interessante: Arquitetura para as pessoas e pelas pessoas. E gente! Olha lá a máquina que o Dinho falava!  
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A ideia parte do principio que os arquitetos trabalham para uma parcela mínima da população mundial que pode pagar e construir. E é bem mínima mesmo. Pensando nisso e em meio à crise mundial que afetou o setor de construção civil, o arquiteto Alastair Parvin teve uma ideia prá lá de interessante:

 "E se ao invés de arquitetos criarem edifícios para aqueles que tem condições de encomendá-los, cidadãos comuns pudessem projetar e construir suas próprias casas?"

Era a origem da WikiHouse. Basicamente é "um kit de construção de código aberto que possibilita que praticamente todo mundo possa construir uma casa, em qualquer lugar." Calma lá colegas, antes que comecem a jogar pedras, lembrem que estamos falando de uma população que não tem acesso aos arquitetos mesmo. 
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E sim, a WikiHouse Rio já está em ebulição. A máquina necessária já foi adquirida.

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