Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Esculturas que revelam leveza

Oscar Vautherin Villar. Esse é o nome do artista dessas belas esculturas que me encantaram sobremaneira. Elas brincam com a impermanência , com a terna mudança das coisas. Talvez pelo momento tão denso em que vivemos, precise de uma leveza que me leve ao belo, ao ideal, ao que se move e vive.

IMPERMANÊNCIA

Há pensamentos que vêm e vão.
Há amores que vêm, ficam e passam.
Na vida, tudo é transitório, nada é fixo.
Há coisas que ficam por um tempo, outras por um tempinho, e outras mais por um tempão. Porém, tudo passa.
O traço característico da existência terrestre é a impermanência.
Logo, o apego a algo é uma ilusão, pois nada nos pertence para sempre.
As pessoas dão muita importância a coisas que não valem a pena.
Na verdade, nada é importante, a não ser a experiência da vida que passa.
No Universo só há três coisas permanentes:
Deus, o Amor (que faz a magia da luz acontecer) e os espíritos (que também somos nós).

- Wagner Borges –

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