Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Edificios que geram energia

Enquanto a energia era considerada farta no século passado, os arquitetos puderam se dar ao luxo de deixar de lado alguns preceitos básicos da Arquitetura e projetar prédios com foco em forma, em simbolismo e as questões de conforto eram resolvidas com máquinas. Os tempos mudaram e com eles a preocupação em criar edificações que não apenas interajam com o meio ambiente sem desperdício, mas que também sejam capazes de gerar a sua própria energia. Vejam dois exemplos de estudos que estão sendo feitos nesse sentido.

Nesse primeiro, sendo feito em um prédio público em São Francisco nos EUA, está sendo estudado o uso de uma aleta vertical com turbinas eólicas que aproveitarão os ventos da cidade, famosa pelos pés de vento de suas esquinas. Aliados à painéis solares nas janelas e tetos pretendem os engenheiros Bruce White e Case Van Dam, da Universidade da Califórnia em Davis, que o edifício consiga gerar pelo menos uma parte de seu gasto energético. 
"Conforme você sobe, o vento aumenta. Quando você passa dos 60 metros, você tem ventos em qualquer parte da Terra. Tipicamente, o ambiente urbano não possui ventos com a qualidade exigida pelas fazendas de vento. Mas o componente compensatório é que você elimina o intermediário: você gera energia no edifício, e você utiliza a energia no edifício" 


Interessante proposta que parte de um dado no entorno para potencializá-lo em proveito da edificação. E da comunidade.

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O outro exemplo é de uma "pele" que recobriria a edificação e geraria energia. É o Skinenergy que ganhou o "Uma Cidade Perfeita (da VISÃO e da Siemens) em 2012. 
 
A ideia é que essa pele gere energia através do deslocamento do vento, dos fluxos de ar e da chuva. E com custo equivalente ao da instalação de células fotovoltaicas. O grande trunfo dessa proposta é usar o revestimento dos prédios, geralmente inerte, como captador de energia. Veja AQUI como ele funciona. Os usos são múltiplos   e seu grande trunfo é “gerar energia durante 24 horas, 7 dias por semana, independentemente das condições meteorológicas”, podendo ser usado em prédios novos ou reformados. Projeto português ainda dependendo de verbas para construção de protótipo.

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