Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Um dossel de espelho resgata espaço público

Fotos: Nigel Young / Foster + Partners

Fotos: Nigel Young / Foster + Partners
Na reestruturação de uma área portuária de Marselha, Norman Foster criou esse maravilhoso dossel, o Vieux Port que faz parte de uma proposta de resgate da área, que é Patrimônio Mundial, para o uso das pessoas que poderão usufrui-la, andando a pé pelo loca. 





Uma estrutura simples: finas colunas de aço sustentam um retângulo de 46 X 22 metros. Essa estrutura é revestida em aço inoxidável polido o que a transforma em um espelho que reflete a paisagem, as pessoas e se insere como um elemento leve e fantástico no entorno. Achei uma proposta extremamente poética e completamente francesa, estimulando a vaidade e induzindo a uma reflexão sobre o espaço visto de outro ângulo. Fantástico!


Veja slide show AQUI

miroir ombriere Vieux Port Marseille Norman Foster  5

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