Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Comer, beber - e não desperdiçar


Sábado, dia preguiçoso, blogueira cansada. Um número infindo de pautas para desenvolver mas cadê cabeça? Sábado pelas manhãs sempre foi o meu dia de ficar ao leo. Ficar ao leo é ficar sem fazer nada que não seja puramente sentido como prazeroso. Já não tenho esse luxo hoje em dia, de ficar somente para mim mesma. Mas navegar chega um pouco perto disso. E reunindo prazer, sábado e a lembrança de boa comida, olhem o que achei!


Duas propostas lúdicas de uso de resíduos de comer e beber. 

Bancos feitos de rolhas

Já tinha visto um monte de aproveitamento delas, mas esse ambiente, essa garrafa de vinho branco, essa pedra e esses bancos de rolhas me lembraram vinhedos, me lembraram alguma coisa meia francesa, uma coisa leve...

Entenderam, não é mesmo? 




Não sei se é prático, não sei se funciona, mas como imagem é emblemático.

E nem tudo na vida é meramente funcional...principalmente aos sábados...



E outra proposta, talvez não tão bela, mas instigante, foram essas mesas do Stúdio polonês  Rygalik. Pode ser vista AQUI. Sua inspiração foi uma pesquisa austriaca sobre a comida jogada fora em Viena que podria alimentar metade da população de Graz. 

Vendo assim, reaproveitadas em peças, temos uma outra dimensão do consumo de alimentos. Eles nunca devem ser desperdiçados, se não nos agradam, podem matar a fome de outras pessoas. Gestos simples como não jogar fora o que pode ser aproveitado e não se servir além da conta, podem não resolver a fome no mundo, mas são um belo exemplo pessoal que pode gerar mais e mais atitudes parecidas.

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