Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Apertamentos para viver

 É possível viver qual sardinha enlatada? Esses dias postei sobre a Arquitetura da Densidade e eis que me deparo com um artigo que é continuação do assunto, mas mostrando o interior dos mega prédios mostrados nas fotos do outro post. A íntegra do que li está AQUI.

A primeira vista pensei que era um assunto sobre acumuladores, mas ao olhar as fotos de perto, vi que eram na verdade micro espaços transformados em casas. E o que parecia acúmulo é na verdade, o que deve caber em um porta malas de carro quando viajamos.

Embora os micro apartamentos possam ser considerados tendência em algumas cidades, basta ver que o conceito de espaço micro ainda guarda alguma diferença entre NY e Hong Kong. Ou talvez a diferença esteja no bolso também.

Nós, que nos queixamos dos apertamentos nossos de cada dia, talvez não soubessemos jamais viver em tais condições. Tomara nunca precisemos. Mas em países com uma densidade habitacional como a China, e especialmente em uma cidade onde o metro quadrado é artigo hiper valorizado, pode ser que não seja tão estranho viver assim. Mas é digno?

Para pensar.



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