Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Desvirtualizar - palavra de 2013

ON - OFF

Belo vídeo que recebi de presente do Paulo Oliveira nesse fim de ano. O Paulo é uma das pessoas legais que o mundo virtual me presenteou. A gente não concorda em algumas coisas, mas em outras sim e isso se chama convivência.

Nesses anos de mundo virtual ( e lá se vão duas décadas!) aprendi muito. Ontem falei aqui sobre o passado. Hoje falo sobre o futuro. Próximo.

Uma meta de 2013. DESVIRTUALIZAR.


Alguns dos meus melhores momentos de 2012 foram esses em que pude afinal conhecer ao vivo e se mexendo gente que conhecia da telinha. Meu modus de vida me leva a um intenso contato com o computador. Trabalho nele e ultimamente me divirto nele. É muito. Tenho que trabalhar nisso. É bom estar ON. Eu conheço gente, eu sei o que está acontecendo, eu compartilho MAS...

Estar OFF também me leva a ver e sentir o mundo real ao meu lado. Lembro de uma passagem de HAIR onde um cara que queria mudar o mundo na década de 60 se esquecia da mulher e do filho. Cena forte. A música é uma das mais belas do filme e reproduzo a letra e o video abaixo.


How can people be so heartless
How can people be so cruel
Easy to be hard
Easy to be cold

How can people have no feelings
How can they ignore their friends
Easy to be proud
Easy to say no

And especially people
Who care about strangers
Who care about evil
And social injustice
Do you only
Care about the bleeding crowd?
How about a needing friend?
I need a friend

How can people be so heartless
You know I'm hung up on you
Easy to give in
Easy to help out

And especially people
Who care about strangers
Who say they care about social injustice
Do you only
Care about the bleeding crowd
How about a needing friend?
I need a friend

How can people have no feelings
How can they ignore their friends
Easy to be hard
Easy to be cold
Easy to be proud
Easy to say no
 Será que lá atrás como agora é mais fácil apertar um botão do que falar com alguém, olho no olho ? Me assusta a violência que vejo nas respostas ao que não se gosta. Me assusta a pouca gentileza do dia a dia. Me assusta que gente educada seja vista como exceção.

Talvez um pouco menos de estar ligado, me ajude a voltar a ter mais sensibilidade. Quero me assustar menos comigo. Quero falar mais. Quero focar mais. Quero estar mais no mundo real. Quero desvirtualizar.

Comentários

  1. Elenara,

    Também sinto essa necessidade.
    Afeição do olhar, do toque, do interagir fisicamente (abraços, beijos...)do arrepio....

    Feliz Dia Novo!

    Beijinhos

    ResponderExcluir

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