A cidade que envelhece com dignidade

Imagem
Uma cidade envelhece como as pessoas e deixa também cicatrizes visíveis. O viaduto que já foi resposta e agora virou problema. A estação de ônibus fechada onde o eco das despedidas ainda ressoa nas paredes vazias. O casarão que insiste em existir entre os edifícios novos. Esse envelhecimento pode ser inteligente, quando as marcas do tempo ensinam sobre escala humana, sobre materiais que resistem, sobre a sombra que o concreto não fabrica. Mas, infelizmente, pode também ser um envelhecimento de abandono: quando a memória vira pretexto para a inércia, e a tradição serve para justificar o descaso. Existe uma diferença que importa muito entre preservar e fossilizar. Preservar é manter viva a conversa entre épocas. Fossilizar é cobrir a cidade com o verniz do passado e chamar isso de respeito. Uma rua medieval que ainda pulsa, ainda abriga comércio e moradia, ainda tem gente que troca palavra na soleira, continua sendo cidade. Quando para de circular, vira cenário. A cidade que envelhece be...

União do coletivo e privado

Um dos melhores períodos de minha vida foi a época da universidade. Convivi com vários amigos que moravam na casa dos estudantes. Juro que nenhuma era tão bacana como dessa universidade em Copenhague, projeto dos arquitetos Lundgaard & Tranberg.

Concebida para ser um espaço de reunião, que permeie os espaços coletivos e individuais, a forma circular é perfeita. Ao mesmo tempo em que o circulo simboliza o todo, os volumes dos quartos fazem a diferença. Todos eles recebem luz natural, tem uma janela ampla ou uma sacada. No térreo as áreas comuns. Tudo isso combinado com eficiência energética.









Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Calungas, a representação da escala nos desenhos

Arte com resíduos no canteiro de obras - Mestres da Obra